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sexta-feira, 24 de maio de 2024

5ª OFICINA DE 2024

                                                    5ª OFICINA DE 2024

                                                    11 de Maio de 2024


"Minha mãe me deu ao mundo de maneira singular. Me dizendo uma sentença: pra eu sempre pedir licença, mas nunca deixar de entrar" (Tudo de Novo, Maria Bethânia e Caetano Veloso).

 

“Nós, mulheres negras do Brasil, irmanadas com as mulheres do mundo afetadas pelo racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e outras formas de discriminação, estamos em marcha. Inspiradas em nossa ancestralidade, somos portadoras de um legado que afirma um novo pacto civilizatório”.

( Trecho introdutório da Carta da Marcha das Mulheres Negras .18 de nov. de 2015 )


Nossa oficina teve como "esquenta" uma dinâmica que consistia em andarmos, todas, pela sala, em movimentos lentos e livres. E, ao toque de "pare!", dado pela PLP Carol, parávamos e, com os olhos fechados, devíamos responder a algumas perguntas sobre sinais visuais que observamos umas nas outras, tais como "quantas ali vestindo calça, quantas com uma determinada tatuagem, quantas de blusa azul, etc". Um exercício de sensibilidade visual. De como vemos e percebemos o/a outro/a com quem convivemos. E houve uma pergunta provocativa: Quantas pessoas na sala são brancas e quantas negras? Para essa não nos foi cobrada uma resposta. Apenas serviu como questão motivadora para o tema do encontro, qual seja, a construção da identidade negra.

Em seguida, formamos alguns grupos para lermos textos sobre questões etnicorraciais. Um grupo foi formado por mulheres que se entendem como negras (pretas ou pardas), outro pelas que se autodeclaram brancas e o terceiro, por mulheres que ainda estão num processo de busca da identidade racial ou que não o sabem.

Os textos discorriam sobre o legado nefasto do racismo e seus efeitos sobre nossa capacidade de autodeclaração da identidade etnicorracial e sobre quão delicado foi esse processo, pois que viemos de uma estrutura que se ocupou em nos fazer admirar e submeter aos valores e padrões da civilização eurocêntrica. Os textos falavam, também, sobre como a instituição Escola teve e ainda tem, em muitos aspectos, papel fundamental na reprodução da ideia da supremacia branca, bem como tem a responsabilidade, a partir, sobretudo, da Lei 10.639/2003, de fomento à luta por uma educação antirracista no Brasil.

Após a leitura, formamos um grande grupo e, voluntariamente, muitas de nós fizemos a exposição do que lemos. Passamos a refletir e dialogar sobre o que é ser negro/a no Brasil e suas implicações no nosso processo de reconhecimento de nossa história e de nossa ancestralidade. E foi consensual a ideia de que houve a tentativa ideológica  de  apagamento  da  história  e  da  cultura  afro-brasileira,  para  fins  de subalternização física, mental e intelectual e de silenciamento das vozes negras. Houve um esforço, pela classe branca e privilegiada, de desenvolver nas mentes e nos corpos negros uma necessidade real e simbólica de “embranquecimento”, se quiséssemos, negros/as, ser social e humanamente aceitos.

Fizemos pausa para um delicioso lanche e logo depois, tivemos um momento com a PLP Mariana, que veio contribuir com as reflexões sobre racismo e como as questões raciais atravessam e afetam as mulheres negras, em especial.

Ela distribuiu 2 textos do livro autobiográfico Quarto de Despejo: Diário de uma favelada, da escritora Carolina Maria de Jesus. Os textos são o relato de 2 dias na vida dessa mulher, preta, mãe solo de três filh@s, muito pobre, moradora de uma favela no Estado de São Paulo nos anos de 1960, que todos os dias saía muito cedo de casa, para o corre do ganha pão. Catando papelão, pedindo ossos nos açougues, recolhendo restos de comida… E contemplando a vida livre e sem miséria dos pássaros, a beleza (para ela) da cidade, que lhe parecia cheia de palácios e riquezas, se punha a acumular pensamentos. Pensamentos e revoltas que, à noite, tendo - ou não - alimentado a si e a seus filh@s, ela se punha a relatar. Escrevia observações sobre sua saga pela sobrevivência e sobre suas percepções doridas acerca da vida dos negros e negras como ela. Carolina denunciava as desigualdades de gênero, de raça e de classe. E foram esses três enfoques que a promotora Mariana pediu que a gente identificasse e destacasse nos textos em análise.

Carolina Maria de Jesus tinha consciência da opressão que sofria por ser mulher, por ser negra e por ser favelada, vivendo na pobreza extrema. Seu olhar crítico sobre injustiça social, sobre os agentes do poder público (políticos) e sobre a democracia como sistema de governo transpassa a todo momento sua percepção sobre o mundo em que vivia. E, em algumas passagens de seus relatos, ela se mostrava cética em relação às promessas que ouvia de políticos e candidatos.

A escrita de Carolina Maria de Jesus era solitária, como toda escrita. Mas o seu processo criativo se misturava com o caos que era sua existência. Muitas vezes escrevia com fome, com dores no corpo e na alma. Preocupada com as agruras do dia que estava por vir. Preocupada com os perigos que seus filh@s corriam, sendo negr@s. Era uma mulher sagaz. Tinha consciência política, era semi analfabeta, mas falava e escrevia com eloquência. Morava em um lugar paupérrimo, mas sabia o que era morar bem, de tanto que observava os “palácios” que via na cidade. Não acreditava no poder público, mas sabia o que era ter uma vida digna, de tanto observar - e desejar - a vida das pessoas bem alimentadas e felizes que sabia existirem.

Quando terminamos a leitura, em pequenos grupos, abrimos uma grande roda para exposição de nossa compreensão e análise dos textos. E foi nesse momento que Mariana abriu uma discussão acerca do Feminismo Negro e da importância da interseccionalidade. E de como Carolina Maria de Jesus ocupa lugar muito importante na literatura feminista e no Feminismo Negro.

Se estivesse viva, Carolina Maria de Jesus provavelmente teria marchado, naquele novembro de 2015, junto com as mais de 50 mil mulheres, na Marcha das Mulheres Negras, contra o racismo, a violência e pelo Bem Viver, reivindicando um novo pacto civilizatório. Afinal, lá atrás, em 1960, foi ela quem escreveu: “para mim o mundo em vez de evoluir está retornando a primitividade..." (Quarto de Despejo)

Foi uma oficina muito farta de alimento. Para nosso corpo (ah, lanches gostosos!) e para nossa compreensão de mundo. Sou só gratidão!

Relatoria: Fia (Alcioneides Novais)





segunda-feira, 13 de maio de 2024

4ª OFICINA DE 2024

                                                    4ª OFICINA DE 2024

                                                04 de Maio de 2024


Eu cheguei toda assoberbada no encontro desse sábado, estava ainda mexendo no celular, mas aí a Carol - a facilitadora que estava administrando aquela primeira atividade- nos mandou virar a cadeira e sentar olhando para a parede, fechar os olhos, respirar e se localizar no espaço e no tempo do nosso encontro. 

Em seguida, ela pediu pra que nós tocássemos na parte do nosso corpo que fizesse com que nós nos identificássemos enquanto mulher. Como todas nós estávamos de olhos fechados, eu não sei o que minhas colegas fizeram, mas eu não toquei em parte alguma,  porque me parecia muito óbvio os lugares que eu tinha pensado, então preferi não tocar em lugar nenhum.

Após isso, nós viramos as cadeiras e começamos a conversar sobre quando e como nós nos percebemos enquanto mulheres.

Foi muito curioso, porque cada uma trouxe experiências distintas e ficou latente a natureza interseccional de cada vivência e daquele grupo - também quanto um corpo coletivo.

Nesse cenário, questões de raça, sexualidade e classe foram pautadas, não como tangentes a questão de gênero mas enquanto elementos que perpassam e, muitas vezes, sobrepõem-se as questões de gênero.  Assim, depreendi que nem sempre ser mulher é a grande questão, ou a questão mais latente no processo de reconhecimento pessoal.

Em seguida, as facilitadoras nos deram uma folhinha com um biscoitinho humano e nós tivemos que preencher esse bonequinho com: i) identidade de gênero; ii) orientação sexual; iii) sexo “biológico”; iv) expressão de gênero. 

Nesse contexto, à identidade de gênero associamos a: mulher, homem, não binário, cis, trans e travesti. 

Em relação a orientação sexual, expusemos várias, das quais destaco, em tom exemplificativo: lésbica, gay, pansexual, asexual, bissexual, heterossexual e demissexual. Esse momento foi muito curioso porque falamos várias orientações, mas esquecemos da heterossexual até o último momento - acho que isso mostra muito o coletivo no qual nós estamos inseridas. 

O sexo “biológico”, por sua vez, vinculamos ao sexo: feminino, masculino e o intersexual. Por último, a expressão de gênero, classificamos enquanto:  feminino, masculino e o andrógeno. 

Depois de preencher isso, claro, com muita discussão no meio do caminho, nós debatemos um pouco sobre a desigualdade de gênero. 

Nessa discussão, determinamos que tal desigualdade é um fato concreto da realidade, que tem  motivos distintos e seus graus diferentes, mas que é nitidamente perceptível na nossa realidade. 

Por fim, nós trabalhamos um pouco sobre o feminismo, o que ficou mais evidente nesse assunto, para além das categorias de feminismo e tudo mais, é o fato de que os direitos das mulheres e consequentes políticas públicas de igualdade de gênero, são frutos do movimento feminista, enquanto uma força coletiva advindo da mobilização das mulheres.

Para finalizar o encontro, nós tivemos que dizer o que mais nos marcou nessa sessão das PLPs. Tentando aqui fazer um resumo, o que apareceu em quase todas as falas foi a definição desse espaço enquanto um espaço de escuta. Observei também um sentimento genuíno de gratidão por integrar esse espaço e poder dividir, compartilhar e ouvir todas essas vivências e trabalha-las em coletividade.

Relatoria da cursista: Julia Zucchi Natour






segunda-feira, 6 de novembro de 2023

13ª OFICINA DO ANO DE 2023

                                                     13ª OFICINA DO ANO DE 2023

                                                            26 de Agosto de 2023.


No dia 26 de agosto trabalhamos coletivamente uma das temáticas de maior relevância no curso. O tema abordado falava sobre assédio sexual e relacionamento abusivo, tratando de forma abrangente possíveis maneiras de perceber onde essa problemática se inicia e formas de alerta para aquilo que cotidianamente é tratado como ''amor'' ou ''cuidado'' pelo parceiro ou parceira abusivos.






segunda-feira, 19 de junho de 2023

5ª OFICINA DO ANO DE 2023

 

5ª OFICINA DO ANO  

27 de Maio de 2023

O motivo da reunião deste dia, basicamente foi realizar dinâmicas em grupo, que ofereciam a percepção concreta e/ou inconsciente de como podemos nos relacionar através da comunicação não-violenta, isto é, comunicar ideias umas com as outras de modo, que mesmo discordando dessas ideias, o ideais de respeito, harmonia, equilíbrio, civilidade e empatia foram alcançados com sucesso. Através da dinâmica da dança onde, no rádio estava tocando músicas e todas nós dispostas em círculo, escolhemos aleatoriamente outra pessoa para formar uma dupla. O objetivo é que uma pessoa levante a mão e guie a outra pessoa que estará focada apenas no movimento da mão da outra pessoa, portanto, ao som da música, ambas devem confiar uma na outra, pois que aquela que está focada apenas na mão, não está vendo se há outra pessoa atrás dela, enquanto caminha, bem como sua parceira deve ter o mesmo cuidado com ela. Assim é possível perceber que na coletividade, independente do seu foco, você pode cuidar do outro exercendo empatia e simpatia, enquanto estabelece uma relação de confiança, que é o ponto inicial para uma relação harmônica. Em seguida, houve outra dinâmica, em que ouvindo o parecer de todas as presentes, decidimos aquilo que queremos ou não queremos que vigore dentro do ambiente do curso das Promotoras Legais Populares – PLP’s, no sentido de que sejam indicações de condutas de boa convivência entre nós, de maneira que todas se sintam acolhidas e respeitadas em suas individualidades, dentro do grupo. Conforme a seguir:


Após estabelecermos juntas, uma espécie de “Termo de Conduta”, houve outra dinâmica para o treino da escuta ativa entre nós, onde cada uma de nós contou como estava se sentindo quando chegou para o momento da reunião, e em seguida esta escolheu uma outra pessoa, para fazer três perguntas sobre o conteúdo da explanação. Desse modo, verificou-se que não apenas a pessoa que falava estava sendo ouvida com atenção, mas sim todas as pessoas presentes, pois que, como não se sabia quem ela escolheria para fazer as perguntas, todas nós escutamos os relatos atenciosamente. Ainda assim, fica a dúvida se a pessoa ouviu atentamente, porque seria perguntada, ou por empatia a todos os relatos, ou porque se identificou com os relatos, enfim, a resposta fica dentro de cada uma, porém este é o sentido da dinâmica, treinar a escuta ativa, o que significa que você deve ouvir aquilo que a outra pessoa fala, com a mesma atenção da qual, você gostaria de ser ouvida. Após todos os relatos, verificou-se que todas nós falamos de vários assuntos diferentes, posto que a diversidade de rotinas de vidas, e a maneira com que cada uma, se sente em relação às suas vivências diárias é ampla, no entanto, o conteúdo principal foi o acolhimento e respeito com que todas puderam falar de seus sentimentos, pensamentos e sensações sem julgamentos e com curiosidade, ou seja, o fato de ter um espaço, em que você fala, e as pessoas têm alegria e interesse em te ouvir: é hábito raro no tempo e nos espaços que habitamos atualmente. Em seguida, houve outra dinâmica onde nos separamos em trio, e cada uma falou de comidas que gostava e que não gostava de comer, e deveria haver um consenso entre o trio de ao menos uma coisa de que as três pessoas gostavam de comer, e também de que não gostavam de comer. Dessa forma, foi perceptível de que houve trios que decidiram o tema com facilidade e harmonia, e outros trios que decidiram o tema, com um pouco mais, de dificuldade consensual até chegar a termo. Isso acontece porque o entrelaçamento de culturas entre famílias em nosso país faz com que a culinária seja muito diversa, ou seja, por exemplo, quem cresceu numa família nordestina tende a gostar mais de coentro, mesmo havendo nordestinos que não apreciem o tempero, bem como quem cresceu numa família de descendência italiana adora massas, como a lasanha. Assim, como disse uma de nós, a comida representa especialmente afeto e amor, a pessoa não se alimenta apenas da comida e temperos, mas do sentimento com que o alimento foi preparado e também quem cozinhou para nós, ou nos ensinou a cozinhar, para que nos alimentemos sempre daquele alimento como uma memória sensorial de alegria e satisfação. A mesma dinâmica foi feita com relação a música, e foi perceptível que em alguns casos, a música ou o estilo musical que ouvimos, inicialmente, pode vir das pessoas que convivemos, até chegar a uma fase da vida, em que você escolhe os estilos musicais que ouve, por si mesmo, porém a partir de uma construção individual de músicas e ritmos que possuem significados individuais e pessoais a cada uma de nós, por exemplo, ouvir rap porque seu irmão ouvia, ou crescer ouvindo forró em casa, porque seus avós gostavam, e quando você se torna adulta, passa a aprender aulas de forró porque se recorda com carinho de seus avós. Dessa maneira, a música também representa reviver memórias de alegria ou não, num espaço particular de sua mente, porém em alguns momentos, você escolhe viver isso dentro da sua cabeça compartilhando com a coletividade, através de uma vivência em grupo, por exemplo, dançando com outras pessoas. Assim a música que você ouve pode demonstrar a maneira com que você se relaciona com as outras pessoas, mas somente enquanto está vivendo aquele ritmo, isto é, você pode revoltar-se com a política de uma maneira geral, e se identificará com músicas de protesto, de modo que se sentirá acolhida quando estiver num ambiente, em que você encontra pessoas que pensam e sentem como você. Esse aspecto do pensamento, se aplica a qualquer estilo musical, no entanto, é importante salientar que a pessoa não é a roupa que ela veste ou estilo musical que ela ouve, mas isso é parte da construção de afetos desenvolvidos ao longo de sua vida, ou seja, a pessoa é muito mais do que aquilo que ela come, veste, ouve ou tem como crença. Por fim, todas nós fizemos uma colagem num quadro, onde havia uma árvore com muitos galhos, ao passo que cada uma escreveu seu nome numa folhinha verde, a qual escolheu um galho vazio e colou a folhinha no galho, de modo que a árvore “seca” se tornou uma árvore frondosa e com fortes raízes em suas crenças e princípios daquilo que acredita ser um mundo melhor, adquirindo a consciência da responsabilidade que é fazer parte dessa árvore, no sentido de que deve retirar de dentro dela os cupins da intolerância, afastar as ervas daninhas do desinteresse, alimentá-la com respeito e empatia através da seiva do amor, do afeto, da escuta ativa e da confiança que vem da fortaleza de suas raízes plantadas no coração de cada uma de nós. Obrigada pela atenção à leitura! Um abraço a cada leitor e leitora!

Relatoria da cursista: Cíntia Breve de Souza.









4ª OFICINA DO ANO DE 2023

 

 4ª OFICINA DO ANO  
27 de Maio de 2023


 

Na última oficina do curso de extensão da Universidade de Brasília do curso de direito, Promotoria Legal e Popular (27/05) foi discutida, em uma roda de conversa, sobre como os termos da comunidade LGBTQIA+ são entendidos e vividos em sociedade. 

Inicialmente, a reunião iniciou com uma dinâmica de escuta ativa, formada por duplas. O exercício promoveu o fortalecimento da atenção com o outro, mas sem o anseio de afirmar que estamos nos concentrando.

Após a dinâmica de descontração, foi iniciado o debate do dia. Distribuídos os papéis e canetas, pergunta-se qual o sentimento gerado nos termos Lésbica, Não Binário, Travesti e Bissexual e as primeiras palavras que cada aluno associa, em seguida, foi aberto o espaço para tirar dúvidas e conversar sobre vivências LGBTQIA+ e como, em sociedade, isso é assimilado.

A conversa refletiu sobre como as pautas LGBTQIA+ são ainda alvo de chacota, como travestis e pessoas transgêneros binárias e não binárias sendo associadas a memes e piadas desrespeitosas, com suas vivências apagadas. Foi explorado em turma, como a sexualidade, em uma sociedade heteronormativa, é um caminho de constante descoberta, conforme é adquirido autoconhecimento e fortalecimento de redes de apoios LGBTQIA+ para que não seja criminalizado o existir.

Pontuou-se também sobre como é difícil, na sociedade cis e hetéro, não sentir um erro por estar fora da órbita padrão e não forçar uma existência normativa. A oficina finalizou com mais um dia de aprendizado e identificações de vivências, desconstruindo, com respeito, preconceitos e conceitos.

Relatoria do cursista: Hadassa (Astra) de Lima







quinta-feira, 1 de junho de 2023

3ª OFICINA DO ANO DE 2023


 3ª OFICINA DO ANO  
20 de Maio de 2023 


A aula estava marcada para 9h mas se iniciou um pouco mais tarde e eu que cheguei atrasada por ter ido parar em outro campus me deparei com este gesto de sororidade logo no primeiro ato, me senti muito acolhida! 

Começamos com uma vivência bem meditativo onde sentávamos em circulo  de costas uma pra outra e devíamos tocar em uma parte do corpo que representasse quem somos. Ficamos assim por um tempo e fomos orientadas a virar de frente para a roda e falar sobre o que sentimos, pensamos... uma vivência tão simples mas que trouxe tanta delicadeza, tantas questões latentes que necessitam de atenção. 

Tivemos uma pausa para um super delicioso lanche. 

Então recebemos um papel com um gráfico de uma forma humana. As anotações que seguem são somente um pouco que consegui anotar em meio aos debates e explicações. 

Seta rosa/cérebro - identidade de gênero: mulher cis, mulher trans, homem cis, homem trans, não binários (femininas, masculinos, neutres). 

Seta vermelha escura/coração  - orientação sexual: com quem a pessoa se relaciona (por quem se atrai). 

Seta vermelha clara/genital - sexo biológico: Feminino, masculino, intersexo. 

Seta amarela/a forma humana - expressão de gênero: coisas de mulher, coisas de homem, ...como a pessoa se veste, como aparenta ser. 

Em meio a estes ensinamentos tivemos muitos e emocionantes relatos e desabafos, uma nítida expansão acerca da necessidade de ser mais acolhedoras e respeitosas com as/os/es/ jovens e suas diferentes características e com nos mesmas também pois ninguém escolheu a educação/opressão que recebeu em sua formação. Estamos de agora pra frente dando este passo rumo à uma atitude mais humana frente a diversidade humana. 

Quando falamos em feminismos e militância é praticamente inevitável chegarmos aos desafios que existem neste caminho pois é fundamental que haja a inclusão sem que para isso venhamos a gerar retrocessos e exclusão. 

Acolher com profundo respeito, valorização do lugar de fala e da vida de cada mulher com suas características é um desafio que com certeza vale a pena abraçar!

Relato da cursista: Juliana Castro


Ilustração utilizada para explicação de relações de gênero e sexualidade.


Ilustração referência aos tipos de feminismos.





terça-feira, 23 de maio de 2023

2ª ENCONTRO DE 2023

 

 

 2ª OFICINA DO ANO  

13 de Maio de 2023 


No segundo encontro do XVII curso de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal, realizado em 13 de maio de 2023, no núcleo de prática jurídica da Universidade de Brasília, localizado em Ceilândia/DF, foram realizadas dinâmicas com o intuito de compreender melhor o processo educativo e conhecer mais as integrantes do curso.

Na primeira parte até o intervalo, a dinâmica focou na integralização das participantes, isto é, no sentido de separá-las em duplas para que as mesmas, no período de 3 (três) minutos, compartilhassem informações sobre si para que, após, as duas apresentassem o que soube de cada uma para as outras integrantes do curso. Percebe-se que o objetivo desta dinâmica, além do acolhimento entre as participantes, foi expor a importância da escuta ativa e do diálogo.

Após o intervalo, a segunda dinâmica teve uma proposta mais teatral com enfoque no processo educativo dos três cenários (escola, residência e igreja), onde as participantes, sem que pudessem falar, apenas por meio da observação, olhares e movimentos corporais deveriam realizar intervenções na posição das cursistas, para melhorar a postura das mesmas diante cada cenário.

Cada uma deveria representar uma cena que remetia a sua experiência vivida nesses três cenários sugeridos pelas facilitadoras, fazendo com que a observação e a intervenção resultassem no processo de atenção que permitissem todas olharem com mais sensibilidade não só para todas as cursistas, mas para si mesmas, identificando comportamentos, sentimentos e questionamentos sobre o processo educativo e de como ele pode ter um efeito de silenciamento e ser um ambiente de hierarquização, permitindo a identificação do machismo, da solidão e da ausência de afeto nessas situações e suas consequências. 

Com a apresentação dos cenários, as participantes foram convidadas a refletir sobre a dinâmica, resultando na consciência acerca das imposições que estes ambientes estabelecem e de como estão enraizados na criação e na educação. Além da observação dessas questões, as facilitadoras convidaram as cursistas a observarem e a questionarem o que poderia ser melhorado nesses espaços para que a experiência se tornasse mais humana.

No término do encontro, ocorreu mais uma dinâmica em que todas deveriam dar as mãos e decorar quem estava à sua esquerda e à sua direita. Depois, se espalharem pela sala e segurar na mão da pessoa que estava ao lado, antes de se misturarem, para que tentassem voltar para posição inicial (círculo).

Assim, o segundo encontro proporcionou uma reflexão acerca do processo educativo, além de proporcionar mais conexão entre as integrantes.

Relato da cursista: Ângela Lima




terça-feira, 16 de maio de 2023

1ª OFICINA DO ANO

 

                   XVII Curso de Promotoras Legais Populares - Ceilândia, DF. 


Na data do dia 06 de maio de 2023 demos início a mais uma turma do curso de Promotoras Legais Populares, dos quais nos proporciona mais um  ano de  novos desafios, aprendizados e acolhimento. Pós pandemia um novo cenário se formou e hoje nos encontramos em reaprendizado quanto as novas formas de se pensar  e vivenciar coletivamente espaços como os que o nosso projeto proporciona. O relato a seguir foi feito por uma de nossas cursistas de nome Lenira, este discorre sobre nosso primeiro encontro do ano e nos enche de expectativas positivas sobre novas construções que serão feitas na turma de formação.


01 OFICINA DO ANO  

06 de Maio de 2023 

Então,  a mim coube a relatoria do primeiro encontro do nosso curso. E o que  dizer? Vou dizer que estava ansiosa pela abertura.  Dizer também, que fiquei emocionada, pois o local e a acolhida me trouxeram boas lembranças afetivas de anos atrás. Dizer que conheci pessoas diversas e assim como eu, ávidas por novas experiências, num aprendizado que construiremos juntas. Pois muito temos para compartilhar aprendendo umas com as outras. Tudo transcorreu num clima descontraído de muita alegria e guloseimas: balas distribuídas a todo momento para adoçar a nossa manhã de sábado. A hora do café também foi motivo de aproximação,  descontração e bate papo. Definimos então que haverá um rodízio  de grupos responsáveis pelos cafés futuros. Coube a cada uma  também, divulgar o curso e tentar trazer pelo menos mais uma pessoa para aumentar nosso elo. Ao final fomos contempladas,  pelas facilitadoras com o volume 5 do livro O Direito Achado na Rua e uma cartilha Eu Me Protejo, compartilhada pela colega Neuza, mas ambas leituras importantes que faremos de acordo com a nossa disponibilidade. 

Nossa! Ufa! Pensei que escreveria 5 linhas! Pessoal foi um  prazer conhecer  todas vocês e estou ansiosa pelo próximo encontro! Abraços! Tchau!  E viva Rita Lee!





sábado, 5 de maio de 2018

II CURSO DE PROMOTORAS LEGAIS POPULARES DE SÃO SEBASTIÃO

Ano Passado tivemos o 1° Curso de Promotoras Legais Populares em São Sebastião. O Curso foi tão bom que esse ano não poderíamos deixar de continuar. No dia 07/04/2018 foi o primeiro encontro, do II Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião no Colégio CEM 01 (Centrão)


II CURSO PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO

E para saber o que aconteceu na primeira oficina, segue abaixo o relato:

07/04/2018 

A oficina ocorreu nas seguintes etapas:
1- Apresentações: Dinâmica- falar 5 características pessoais; o que esperam do curso e como conheceram o curso.
Compareceram técnica de enfermagem; pessoas da área da saúde, estudantes; artistas, costureiras, representante da promotoria de São Sebastião- Kátia; Gabriela da coordenação de direitos humanos, Promotora Laís; sindicato das trabalhadoras domésticas da Bahia; FENATRAD; militante do PT, Casa Frida; Professoras, jornalistas; advogadas, donas de casa.
2-  Lanche Coletivo
3- História das PLPs
A professora Bistra Stefanova apresentou as PLPs como um projeto que antes tinha parcerias com ONGs e depois investiram no projeto sozinhas, amparadas pelo programa de extensão da UNB e do Ministério Público do DF. O projeto foi ampliado contando com a participação da comunidade que nunca abandonou o projeto. Posteriormente a Fio Cruz entrou como parceira. Informou que no ano passado as PLPs tiveram um prêmio de Educação Formal em direitos humanos, e  que a coordenadora do prêmio, ficou impressionada pelo tempo de duração do curso das promotoras legais populares.
4- Como funciona o curso- Heloisa Adegas apresentou
O Trabalho tem como metodologia a educação popular, e horizontalidade de troca de saberes e conhecimento. Com temas principais e também com as demandas de temas que aparecerem no decorrer do curso. As facilitadoras que organizam as oficinas, planejam as dinâmicas e podem trazer colaboradoras para preencher as oficinas. A ideia é se sentir mais preparada para encarar as realidades. Disse: “Acreditamos que a união e troca entre as mulheres nos fortalece. ” Discorreu sobre como funciona a organização do curso, a duração, a ação concreta, e a formatura. Direito achado na Rua- não é um direito institucional, é um direito feito pelas próprias pessoas.
Passou também os Informes: sobre a importância da Relatoria de cada oficina, ajuda de transporte, lanche, cada participante trazer uma outra mulher para participar.
5- Fala das Parceiras
Ministério Público – Representante do MP, Laís
Trabalhou no núcleo de 2006 e 2010 com as PLPs. Observou que as PLPs passaram por algumas mudanças, e percebeu que as formadas continuam no projeto. Compartilhou sua experiência pessoal com o projeto e como delegada de polícia da delegacia da mulher, onde teve o primeiro contato com as questões das mulheres, observando-se de um lado como cidadã e por outro como figura de autoridade, dessa forma se sentia levada pelo sistema. Quando foi ao MP entrou para área criminal e quando em 2006 entrou para o núcleo de gênero, teve a oportunidade de contato com as PLPs e percebendo que a formação das estudantes de direito seria de uma experiência muito diferente da dela. Depois foi trabalhar em Planaltina com violência de gênero e encontrou empecilhos de aplicar a Lei Maria da Penha, dando uma sensação de impotência. AS PLPs a fizeram enxergar que em cada área da vida e qualquer lugar que ocupe na sociedade, traz uma visão diferente de si mesma na sociedade. E a fez desenvolver um trabalho diferenciado pelo contato que teve com as PLPs.
Casa Frida- Helen Cristian
Apresentou a casa como um referencial feminista da cidade de São Sebastião. A Casa acolhe mulheres em situação de violência. Via uma dificuldade de trazer as mulheres da cidade para desenvolver os projetos em parceria com as PLPs. Pensar junto como pode ser a atuação na cidade. Apresenta a cidade como em estado de vulnerabilidade financeira que atinge as mulheres mães e negras. E as crianças sem escola. 
Apresentou como funciona a Casa-  que trabalha em 3 vertentes: mobilização social; cuidado e auto-cuidado entre mulheres e difusão da arte e cultura feminista com várias atividades. E não possui financiamento financeiro, busca outros meios de manutenção. Convida as mulheres para colaborarem com a casa. E propõe apoio as mulheres que queiram apresentar e ou desenvolver seus trabalhos na Casa.  Se insere no fórum social de São Sebastião, no Conselho de juventude. Apresenta as Casas que acreditam nos direitos humanos e sociais.
Mari- Professora do CEM 01
A professora começou sua fala com a frase: “A construção da sociedade faz parte da comunidade escolar”.  Relatou que o curso tem a ver com a cidade de São Sebastião, pois agrega sonhos e lutas e que a cidade, apesar de ter uma realidade de estigmas raciais de classe e gênero é ao mesmo tempo formada por uma juventude potente que se recria pela poesia, trazendo outras perspectivas para os jovens e professores. Falou que nos primeiros anos em São Sebastião não percebeu a potência da cidade, mas em contato com os jovens começou a entender a sua própria experiência como PLP e professora da rede. Então começou o sonho de levar as PLPs para São Sebastião, junto com as outras organizações e pessoas.  Percebeu que esse poder que move o curso traz respaldo para transformar as coisas. E em contato com as cursistas do 1° curso em São Sebastião percebeu a potência do curso e de como ele pode crescer na cidade.
Creuza Oliveira- FENATRAD
Creuza foi trabalhadora doméstica e estudava no período da noite, alegou que as trabalhadoras domésticas sentem vergonha de falar de sua profissão, mas que no colégio onde estudava, havia um de atendimento que começou a fazer um projeto com grupos de domésticas entre 1986 e 1990 e que isso culminou numa organização de trabalhadoras domésticas da Bahia. Falou da história de Laudelina, que através da Rádio começou a movimentar o desenvolvimento rumo a associação das trabalhadoras domésticas e que hoje trouxe conquistas de direitos para essa categoria. Afirmou que o trabalho doméstico tem recorte de gênero, raça e classe. E que encontra dificuldade de convidar as trabalhadoras para participarem dos sindicatos e das organizações em prol dos direitos das trabalhadoras domésticas, por estarem em âmbito privado e não conhecerem seus direitos. Disse que a luta é pela valorização das trabalhadoras domésticas, de empoderamento e autoestima, para que elas estudem e possam ter outras perspectivas e escolhas. Relatou que as Associações encontravam muita dificuldade financeira de organização, contando com parcerias não estatais. E hoje existe o escritório sede da FENATRAD, que passou a existir em Brasília com um espaço físico próprio para que a federação tenha um local central. Localizado no mesmo espaço do CFEMEA. E por fim denunciou as precarizações dos trabalhos domésticos, das violências que as trabalhadoras sofrem e da falta de informação. Falou do aplicativo Laudelina, que é um aplicativo que ganhou o prêmio google de impacto social. Ele funciona como um histórico de todos os direitos das trabalhadoras doméstica.
6 – Falas finais
Izabel- PLP São Sebastião
Falou de sua trajetória como trabalhadora doméstica. Quando ficou sabendo da possibilidade de trazer o curso PLPs para empregadas domésticas, se sentiu tocada para ser facilitadora dessa turma. Propôs a abertura do curso também em São Sebastião. Apela pela busca do fortalecimento do sindicato das trabalhadoras aqui no DF.
Heloisa Adegas- PLP Formada
Explicou sobre o Fórum de PLPs onde tem uma atuação mais política em frente as demandas das mulheres.
7- Fechamento
Cleani Calazans propôs uma Dinâmicas de roda que trouxe a importância da construção de redes e afetos entre as mulheres para uma mudança efetiva na sociedade. Desejou boas vindas as novas cursistas. 

Relatado por Cleani Calazans

1° encontro do Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião- Presença do Ministério Público do DF, FENATRAD, Professora Mari do CEM 01, prof. Bistra Stefanova- Unb


sexta-feira, 27 de abril de 2018

XIV Curso de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal

Para você que estava com saudades de nossas relatorias, se aprochegue!

No dia 07 de abril de 2018, iniciamos o XIV curso de formação Promotoras Legais Populares do Distrito Federal. Atualmente, o curso é realizado no Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade de Direito da UnB, em Ceilândia, e no Centro de Ensino Médio 01, em São Sebastião.

E para mostrar que a gente já iniciou o curso na criatividade e animação, neste primeiro encontro de Ceilândia, tivemos duas relatorias: uma de Rosa Maria e outra de Nathalia Marinho, em forma de arte. Confere aí! 

[07/04/2018]

Abertura do curso de Promotoras Legais Populares de 2018.

Acolhimento.

Carol Freire cumprimentou a turma mandando todas andarem preenchendo todos os espaços: Dinâmica do pula, abaixa e grita.

Na sequência foi feita a apresentação de todas as presentes, falando como conheceram o curso e porque se interessaram por ele, algumas não sabiam do que se tratava o curso e falaram das suas mais diversas expectativas como por exemplo “aprender a contribuir”, outra “estou emocionada” e por último “vim por acaso mas quero conhecer”.

Às 11h00min teve o intervalo para o lanche e em seguida houve a apresentação do curso e dos parceiros: MP-DFT e Fundação Osvaldo Cruz.

Carol Freire falou da duração do curso, que é de 8 meses, e que todo sábado tem uma temática diferente, a metodologia é crítico freiriana (não é educação formal), buscamos uma educação horizontal. Dani Black falou “não é preciso pensar que a coordenação sabe mais, temos que trabalhar a pluralidade, por isso esse formato de roda, cada uma ao lado da outra”.

As facilitadoras são as que organizam o curso, ficam após o término das oficinas reunidas para planejar a próxima e que a cursista pode também, ser facilitadora. Sheila pediu a palavra “fiquem à vontade com suas religiões, orientações sexuais e partidos políticos, não somos apolíticas, somos políticas mas não partidárias. Temos uma página no facebook, um Blog e o Site que está desativado”.

Carol Freire retomou a fala, “faz-se uma pausa no meio do ano durante duas semanas. No fim do ano fazemos uma ação que a turma define qual será, não tem modelo. Tem a formatura que escolhe uma frase e uma mulher homenageada, outras mulheres da turma também são homenageadas. A camiseta é escolhida pela turma, cor e modelo. Estamos atuando em São Sebastião desde 2017”.

Rosa Maria falou a respeito do Fórum de PLP’S que tem diversas atividades em conselhos, redes e comitês. Continuou “O Fórum é um grupo de mulheres que já passaram pelo curso”. “Não estamos aqui para ensinar e sim para trocar experiências”.

Carol Freire prosseguiu dizendo que o lanche é coletivo, e que teremos um grupo no e-mail e no whatsapp para essa turma. Transporte, caso alguém precise, procurar uma das facilitadoras para ver o que é possível fazer.

Najara sugeriu que as relatorias podem ser feitas em dupla.

Ana Maria falou da arrecadação de material de higiene pessoal para as mulheres da Colméia.

Teremos um pacto de convivência, não podendo tirar foto da mulher que tenha dificuldade em aparecer.

Foram entregues as fichas de inscrição. Carol e Najara tiraram as dúvidas sobre as fichas.

Ju Veras ficou com as crianças presentes.

Foram distribuídos os livros Vol. V do Direito Achado na Rua – Introdução crítica ao direito das mulheres.

Encerramento com cada uma dizendo uma palavra que resumisse essa oficina.

Relatora: Rosa Maria.


Abertura do curso de formação Promotoras Legais Populares, 07 de abril de 2018, Ceilândia, DF. 

Relatoria do primeiro encontro em forma de arte feita por Nathalia Marinho. 

Abertura do curso de formação Promotoras Legais Populares, 07 de abril de 2018, Ceilândia, DF. 

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