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quinta-feira, 24 de maio de 2018

[21/04/2018] 3ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES - SÃO SEBASTIÃO



RELATORIA OFICINA 21/04/2018 - SÃO SEBASTIÃO


3ª Oficina PLPs São Sebastiâo - Pacto de convivência


  Estrutura abordada
 1- Dinâmica 1: Iniciou-se com uma dinâmica de uma encenação teatral sobre julgamento das mães solos pedirem para outras pessoas cuidarem de seus filhos para elas poderem sair para descansar ou terem algum lazer.
 2- Debate: Após a encenação houve um debate sobre esse tema. Foram abordadas questões da mulher como responsabilizada pelo cuidado e de suas obrigações como  cuidadora, e o quanto isso afeta o cotidiano da mulher e de suas escolhas.
 3- Lanche
 4- Foi separado em grupos menores para conversarmos sobre as expectativas do curso e o que o que queremos e não queremos para o curso. Após o debate nos grupos abriu-se para o grupo todo. E foi-se anotando as frases no cartaz.
 5- Pacto de convivência: Uma das cursistas desenhou uma árvore e após fecharmos o pacto escrevemos nossos nomes da árvore.

Relatado por Cleani Calazans


 Poderia escrever horas e horas começar pelo final, pelo meio ou poderia seguir os padrões e usar a regra. De qualquer modo, tudo fará sentido, tudo faria sentido.
 A gente significou e ressignificou, falamos de cuidados e das muitas figuras que temos na sociedade, compartilhamos experiências, e é esse o sentido, ele está na partilha.
 O sentido de tudo que fazemos é só nosso, a experiência é nossa, o modo como escutamos as coisas como interpretamos a fala do outro é uma responsabilidade nossa!
 Algumas mulheres quiseram ser tronco, outras folhas, houve aquelas que assumiram ser raízes, naquele cartaz pequeno, embora cheio de significado.
 As discussões seguiram os caminhos mais diversos, mas o que deve prevalecer são nossos valores coletivos, nosso manual de convivência (estabelecido por nós), uma relação baseada na escuta ativa, respeito e sempre que possível empatia, além do objetivo de retirar a competição e comparações negativas de nossos diálogos.

 Foi-se o terceiro dia, mas ainda virão muitos dias de "Nós".

Relatado por Jennifer


3ª oficina PLPs São Sebastião

terça-feira, 8 de maio de 2018

[14/04/2018] 2ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES- SÃO SEBASTIÃO



RELATORIA Dia 14/04/2018 - PLPs São Sebastião


2ª oficina- PLPs São Sebastião


- Compareceram algumas mulheres novas, que não tinham ido na primeira reunião. Total de
37 presentes.
- início com a dinâmica do bis
- em grupos pequenos nos apresentamos, depois juntamos na roda grande e uma pessoa de cada grupo contou o que aprendeu sobre as demais.
- as facilitadoras apresentaram histórias de grandes mulheres na história (artes, política, inovação, literatura, esportes, etc)
- dessas histórias seguiu-se um debate sobre temas enfrentados pelas mulheres, em especial em torno de maternidade, trabalho e estado civil.
- Ficou decidido que a cada nova reunião uma cursista vai apresentar a história de uma mulher, e uma cursista se voluntariou para a próxima.

Relatado por Ágata







sábado, 5 de maio de 2018

II CURSO DE PROMOTORAS LEGAIS POPULARES DE SÃO SEBASTIÃO

Ano Passado tivemos o 1° Curso de Promotoras Legais Populares em São Sebastião. O Curso foi tão bom que esse ano não poderíamos deixar de continuar. No dia 07/04/2018 foi o primeiro encontro, do II Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião no Colégio CEM 01 (Centrão)


II CURSO PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO

E para saber o que aconteceu na primeira oficina, segue abaixo o relato:

07/04/2018 

A oficina ocorreu nas seguintes etapas:
1- Apresentações: Dinâmica- falar 5 características pessoais; o que esperam do curso e como conheceram o curso.
Compareceram técnica de enfermagem; pessoas da área da saúde, estudantes; artistas, costureiras, representante da promotoria de São Sebastião- Kátia; Gabriela da coordenação de direitos humanos, Promotora Laís; sindicato das trabalhadoras domésticas da Bahia; FENATRAD; militante do PT, Casa Frida; Professoras, jornalistas; advogadas, donas de casa.
2-  Lanche Coletivo
3- História das PLPs
A professora Bistra Stefanova apresentou as PLPs como um projeto que antes tinha parcerias com ONGs e depois investiram no projeto sozinhas, amparadas pelo programa de extensão da UNB e do Ministério Público do DF. O projeto foi ampliado contando com a participação da comunidade que nunca abandonou o projeto. Posteriormente a Fio Cruz entrou como parceira. Informou que no ano passado as PLPs tiveram um prêmio de Educação Formal em direitos humanos, e  que a coordenadora do prêmio, ficou impressionada pelo tempo de duração do curso das promotoras legais populares.
4- Como funciona o curso- Heloisa Adegas apresentou
O Trabalho tem como metodologia a educação popular, e horizontalidade de troca de saberes e conhecimento. Com temas principais e também com as demandas de temas que aparecerem no decorrer do curso. As facilitadoras que organizam as oficinas, planejam as dinâmicas e podem trazer colaboradoras para preencher as oficinas. A ideia é se sentir mais preparada para encarar as realidades. Disse: “Acreditamos que a união e troca entre as mulheres nos fortalece. ” Discorreu sobre como funciona a organização do curso, a duração, a ação concreta, e a formatura. Direito achado na Rua- não é um direito institucional, é um direito feito pelas próprias pessoas.
Passou também os Informes: sobre a importância da Relatoria de cada oficina, ajuda de transporte, lanche, cada participante trazer uma outra mulher para participar.
5- Fala das Parceiras
Ministério Público – Representante do MP, Laís
Trabalhou no núcleo de 2006 e 2010 com as PLPs. Observou que as PLPs passaram por algumas mudanças, e percebeu que as formadas continuam no projeto. Compartilhou sua experiência pessoal com o projeto e como delegada de polícia da delegacia da mulher, onde teve o primeiro contato com as questões das mulheres, observando-se de um lado como cidadã e por outro como figura de autoridade, dessa forma se sentia levada pelo sistema. Quando foi ao MP entrou para área criminal e quando em 2006 entrou para o núcleo de gênero, teve a oportunidade de contato com as PLPs e percebendo que a formação das estudantes de direito seria de uma experiência muito diferente da dela. Depois foi trabalhar em Planaltina com violência de gênero e encontrou empecilhos de aplicar a Lei Maria da Penha, dando uma sensação de impotência. AS PLPs a fizeram enxergar que em cada área da vida e qualquer lugar que ocupe na sociedade, traz uma visão diferente de si mesma na sociedade. E a fez desenvolver um trabalho diferenciado pelo contato que teve com as PLPs.
Casa Frida- Helen Cristian
Apresentou a casa como um referencial feminista da cidade de São Sebastião. A Casa acolhe mulheres em situação de violência. Via uma dificuldade de trazer as mulheres da cidade para desenvolver os projetos em parceria com as PLPs. Pensar junto como pode ser a atuação na cidade. Apresenta a cidade como em estado de vulnerabilidade financeira que atinge as mulheres mães e negras. E as crianças sem escola. 
Apresentou como funciona a Casa-  que trabalha em 3 vertentes: mobilização social; cuidado e auto-cuidado entre mulheres e difusão da arte e cultura feminista com várias atividades. E não possui financiamento financeiro, busca outros meios de manutenção. Convida as mulheres para colaborarem com a casa. E propõe apoio as mulheres que queiram apresentar e ou desenvolver seus trabalhos na Casa.  Se insere no fórum social de São Sebastião, no Conselho de juventude. Apresenta as Casas que acreditam nos direitos humanos e sociais.
Mari- Professora do CEM 01
A professora começou sua fala com a frase: “A construção da sociedade faz parte da comunidade escolar”.  Relatou que o curso tem a ver com a cidade de São Sebastião, pois agrega sonhos e lutas e que a cidade, apesar de ter uma realidade de estigmas raciais de classe e gênero é ao mesmo tempo formada por uma juventude potente que se recria pela poesia, trazendo outras perspectivas para os jovens e professores. Falou que nos primeiros anos em São Sebastião não percebeu a potência da cidade, mas em contato com os jovens começou a entender a sua própria experiência como PLP e professora da rede. Então começou o sonho de levar as PLPs para São Sebastião, junto com as outras organizações e pessoas.  Percebeu que esse poder que move o curso traz respaldo para transformar as coisas. E em contato com as cursistas do 1° curso em São Sebastião percebeu a potência do curso e de como ele pode crescer na cidade.
Creuza Oliveira- FENATRAD
Creuza foi trabalhadora doméstica e estudava no período da noite, alegou que as trabalhadoras domésticas sentem vergonha de falar de sua profissão, mas que no colégio onde estudava, havia um de atendimento que começou a fazer um projeto com grupos de domésticas entre 1986 e 1990 e que isso culminou numa organização de trabalhadoras domésticas da Bahia. Falou da história de Laudelina, que através da Rádio começou a movimentar o desenvolvimento rumo a associação das trabalhadoras domésticas e que hoje trouxe conquistas de direitos para essa categoria. Afirmou que o trabalho doméstico tem recorte de gênero, raça e classe. E que encontra dificuldade de convidar as trabalhadoras para participarem dos sindicatos e das organizações em prol dos direitos das trabalhadoras domésticas, por estarem em âmbito privado e não conhecerem seus direitos. Disse que a luta é pela valorização das trabalhadoras domésticas, de empoderamento e autoestima, para que elas estudem e possam ter outras perspectivas e escolhas. Relatou que as Associações encontravam muita dificuldade financeira de organização, contando com parcerias não estatais. E hoje existe o escritório sede da FENATRAD, que passou a existir em Brasília com um espaço físico próprio para que a federação tenha um local central. Localizado no mesmo espaço do CFEMEA. E por fim denunciou as precarizações dos trabalhos domésticos, das violências que as trabalhadoras sofrem e da falta de informação. Falou do aplicativo Laudelina, que é um aplicativo que ganhou o prêmio google de impacto social. Ele funciona como um histórico de todos os direitos das trabalhadoras doméstica.
6 – Falas finais
Izabel- PLP São Sebastião
Falou de sua trajetória como trabalhadora doméstica. Quando ficou sabendo da possibilidade de trazer o curso PLPs para empregadas domésticas, se sentiu tocada para ser facilitadora dessa turma. Propôs a abertura do curso também em São Sebastião. Apela pela busca do fortalecimento do sindicato das trabalhadoras aqui no DF.
Heloisa Adegas- PLP Formada
Explicou sobre o Fórum de PLPs onde tem uma atuação mais política em frente as demandas das mulheres.
7- Fechamento
Cleani Calazans propôs uma Dinâmicas de roda que trouxe a importância da construção de redes e afetos entre as mulheres para uma mudança efetiva na sociedade. Desejou boas vindas as novas cursistas. 

Relatado por Cleani Calazans

1° encontro do Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião- Presença do Ministério Público do DF, FENATRAD, Professora Mari do CEM 01, prof. Bistra Stefanova- Unb