sexta-feira, 22 de maio de 2026

5ª OFICINA DE 2026

    O encontro teve como tema central a discussão sobre classe social, desigualdade, consumismo e os impactos estruturais dessas divisões na vida das pessoas. 

    No primeiro momento, assistimos a um vídeo do influenciador “Primo Pobre”, que defendia a ideia de enriquecimento através da economia individual, esforço e humildade. A partir disso, realizamos a dinâmica “Quem larga na frente”, onde cada uma recebeu um papel com realidades sociais diferentes. Algumas possuíam privilégios, como genitores formados, estabilidade financeira e rede de apoio; outras representavam vivências marcadas por dificuldades, como maternidade solo, necessidade de trabalhar cedo, cuidar da casa o pagar aluguel.

    A dinâmica tornou visível como a meritocracia não considera que nem todas as pessoas começam do mesmo ponto. Algumas já largam (nascem) muito à frente devido aos privilégios sociais, econômicos e familiares herdados historicamente.

No segundo momento, participamos de um “Chá Revelação” sobre classes sociais. A atividade mostrou a enorme concentração de renda existente no Brasil e como a maioria da população se identifica com as classes populares, enquanto uma minoria concentra riqueza e oportunidades. Através de perguntas sobre hábitos de vida, consumo e acesso a determinados espaços, refletimos sobre pertencimento social e desigualdade.

    No terceiro momento, assistimos a um vídeo sobre classe social com o sociólogo Thiago, onde aprendemos conceitos utilizados oficialmente para diferenciar as classes econômicas.

    Também discutimos como essas classificações são utilizadas tanto pelo governo, na elaboração de políticas públicas, quanto pelas empresas, através do marketing, da publicidade e dos algoritmos que direcionam produtos e desejos para diferentes públicos.

    Foram debatidos conceitos como burguesia, proletariado, modos de produção e capital político, refletindo sobre como influência, dinheiro e oportunidades muitas vezes são herdados. Também conversamos sobre nepotismo e sobre como certos grupos acumulam vantagens históricas enquanto outros permanecem em situação de vulnerabilidade.

    No último momento, assistimos a um vídeo sobre consumismo e sociedade de consumo.

    Refletimos sobre como o sistema cria falsas necessidades para manter o ciclo constante de produção e lucro. Discutimos também a obsolescência planejada, onde muitos produtos já são fabricados para durar pouco tempo, incentivando o consumo contínuo e gerando impactos ambientais e sociais cada vez mais insustentáveis.

    O debate também trouxe reflexões sobre como essas questões afetam diretamente as mulheres, especialmente através da pressão estética, do consumo ligado à autoestima, do etarismo e da constante exigência de juventude, beleza e produtividade. Observamos como o mercado utiliza inseguranças femininas para estimular o consumo de produtos, procedimentos e padrões muitas vezes inacessíveis para grande parte das mulheres.

    Também relacionamos essas questões ao racismo ambiental, entendendo que os maiores impactos da degradação ambiental, da precarização e da falta de infraestrutura atinge principalmente populações periféricas, negras e vulnerabilizadas.

    O encontro proporcionou reflexões importantes sobre desigualdade, privilégios, consumo, sustentabilidade e justiça social, mostrando como questões econômicas, ambientais e sociais estão profundamente conectadas no cotidiano das mulheres.

Relatoria da Cursista: Vitória de Meneses

Brasília, 16 de Maio de 2026.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

4ª OFICINA DE 2026


    O encontro de mulheres das PLPs, realizado no sábado (09/05), teve como temática central: “Orientação Sexual e Identidade de Gênero”, proporcionando um espaço de aprendizado, escuta, acolhimento e troca coletiva entre as participantes.

    No primeiro momento, foi realizada uma dinâmica de sensibilização conduzida pela facilitadora. As participantes se organizaram em círculo, de costas umas para as outras e de olhos fechados. A partir das palavras ditas pela facilitadora, cada mulher era convidada a tocar a parte do corpo onde sentia que determinado sentimento se manifestava. A atividade proporcionou um momento de conexão individual e coletiva, estimulando a percepção dos sentimentos, do corpo e das emoções.

    Após a dinâmica, foi aberto um espaço de conversa sobre as sensações despertadas durante a atividade. Em seguida, cada participante recebeu papel e caneta, sendo orientada a escrever palavras, sentimentos ou ideias que remetessem ao termo “desejo”. Durante esse momento, o desejo foi interpretado de diferentes maneiras pelas participantes, aparecendo tanto relacionado aos sonhos, vontades e objetivos de vida, quanto associado ao desejo afetivo e sensual. A atividade possibilitou reflexões sobre subjetividade, afetividade, liberdade e as múltiplas formas de experienciar o desejo.

    Dando continuidade ao encontro, a facilitadora iniciou uma explanação sobre identidade de gênero e orientação sexual, utilizando como suporte um desenho de um corpo humano em um quadro branco, contendo marcações específicas na cabeça, no peito e nas genitálias. A partir dessa representação visual, foram apresentados e explicados os conceitos relacionados à identidade de gênero, expressão de gênero, sexo biológico e orientação sexual, de maneira didática, acessível e acolhedora.

    O momento também abriu espaço para um debate coletivo sobre a forma como cada pessoa se apresenta ao mundo, como percebe sua identidade e como experiência a atração afetiva e sexual. As participantes puderam compartilhar opiniões, experiências e percepções pessoais, contribuindo para a construção de um diálogo respeitoso e enriquecedor.

    Após uma pausa, iniciou-se o segundo momento do encontro, no qual a facilitadora apresentou a sigla LGBTQIAPN+, explicando, de forma leve e clara, o significado de cada letra e sua representatividade dentro da diversidade de identidades e orientações. O tema foi trabalhado de maneira participativa, incentivando as mulheres a expressarem dúvidas, opiniões e sentimentos relacionados às questões abordadas.

    A discussão coletiva possibilitou importantes reflexões sobre respeito, diversidade, reconhecimento e vivências individuais, fortalecendo o espaço como um ambiente seguro de escuta, acolhimento e aprendizado mútuo.

    O encontro foi marcado pela participação ativa das mulheres, pela construção coletiva do conhecimento e pela valorização do diálogo como ferramenta de fortalecimento pessoal e comunitário.

Relatoria da cursista: Lyvia Neres.

terça-feira, 28 de abril de 2026

3ª OFICINA DE 2026

Que aula que tivemos hoje hein minhas queridas! 

Nos fez refletir sobre quem somos. Quem disseram que nós somos. E até mesmo, quem queriam que nós fôssemos.

Iniciamos a aula desse sábado ensolarado com a reflexão de o que pensamos quando falamos sobre ser mulher e ser homem.  E palavras interessantes surgiram aqui, como: cobrança, sensual, feminina, delicada, do lar, cuidadora, submissa dentre outras. Quando fomos refletir sobre o seu homem as palavras que surgem são completamente diferentes: provedor, sensualidade compulsiva, insensível, viril, dentre outros que denote o sentido de força. Isso nos faz refletir sobre de onde surgiram essas definições e o que de fato elas querem alcançar.

Discutimos ainda sobre sentido das palavras que mudam até mesmo quando estão no feminino ou no masculino, como por exemplo: ser puta. Estar puto. São coisas completamente diferentes e que uma traz o sentido de ruim, e o outro de rebelião, que pode estar certo. Logo após fizemos uma dinâmica onde foram divididos em cinco grupos em que foram discutidas sobre a relação que as notícias que foram apresentadas a cada grupo tinham com relação ao patriarcado. Foram cinco grupos com o tema: mãe solo, desigualdade salarial, feminista Idio, violência política de gênero e violência sexual. Foram discutido nos grupos qual a relação que essas notícias tem com patriarcado e quais delas nós queremos que seja excluída para vivermos em uma sociedade melhor.

Dentre várias coisas que foram citadas uma delas foi a relação de poder (onde o homem sabe mais coisas do que a mulher, onde determinadas coisas são para homem, e não para mulher); os tipos de violência que podem ser virtual ou presencial; a desqualificação ( muita das vezes expondo intimidade da mulher); e violência emocional.

Conseguimos compreender que muita das vezes essa relação de poder acaba impedindo as mulheres a terem acesso a empregos melhores, ao conhecimento, ascensão na política/empresas, ou em vários outros lugares onde elas queiram chegar. Justamente, como lá na frente foi demonstrado na dinâmica, de que a imagem do homem sempre estará atrelada ao poder, e a mulher ao cuidado materno.

O que nós mais queremos que o patriarcado acabe e que as mulheres passem a ter:

- Seu lugar de fala garantido;

- ⁠ que a mulher saiba se posicionar;

- ⁠ que acabe todo e qualquer tipo de assédio em qualquer ambiente que as mulheres estejam;

- ⁠ que as mulheres iam ter acesso a conhecimento;

- ⁠ que elas venham entender o seu lugar e não tem medo de ser contrapor;

- ⁠ que todas as violências sejam excluídas.

E esses foram apenas alguns exemplos de várias outras coisas nós teremos para uma sociedade melhor onde nós possamos ser quem nos quisermos ser, inclusive livre dentro de nós mesmos.  Foi dito ainda o tanto que nós mulheres temos que nos juntar pois os homens são extremamente parceiros, e muita das vezes colocam nós mulheres umas contra as outras para que venhamos nos prejudicar. 

Logo após nós fizemos alguns acordos de coisas que nós queremos vivenciar e que não queremos vivenciar durante nosso curso, construímos uma árvore e cada uma de nós teve a oportunidade de colocar o seu nome em cada local dessa árvore, conforme queriam. Simbolizando que estávamos firmando esse compromisso de coisas maravilhosas que vamos viver na construção de mais PLPs se apoderando de conhecimento para transformar sua vida e de outras mulheres.

Relatoria da cursista: Hercília Porto



                                   


              



               








quinta-feira, 23 de abril de 2026

2ª OFICINA DE 2026

 


A imagem é uma colagem artística com vários recortes, desenhos e palavras sobrepostos, formando um painel visual com temática feminista, identidade e interseccionalidade.

O fundo é composto por páginas de livros e mapas antigos, em tons bege e envelhecidos. Sobre esse fundo, há diversos elementos espalhados. No topo esquerdo, aparecem os símbolos de gênero (feminino e masculino) entrelaçados, além de pequenos corações e uma estrela.  Ao centro, a palavra “esperança” está destacada em um recorte verde. Abaixo dela, há uma definição escrita em português sobre confiar que algo bom acontecerá.

À direita, há um diagrama em formato de círculo com várias áreas coloridas representando “interseccionalidade”, com termos como raça/etnia, religião, classe social, sexualidade, identidade de gênero e condição física. Em destaque, há um texto em um papel recortado que diz: “Por que sonhos altos ainda não são ensinados pra nós, mulheres?”

No lado direito inferior, aparece a sigla “PLPs” com estrelas ao redor. Abaixo, uma lista escrita à mão diz: “O que já fomos impedidas de fazer:” seguida de itens como liderar, ocupar espaços, falar sem medo, existir com liberdade e sonhar sem limites. Há vários símbolos de luta e resistência, como punhos cerrados (um deles dentro do símbolo feminino), megafones, olhos, bocas e mãos. Também aparecem elementos decorativos como flores secas, tulipas, estrelas, um mapa antigo, e pequenos adesivos coloridos.

Na parte inferior, há a palavra “identificação” com uma definição de dicionário sobre identidade. No canto inferior direito, há um selo circular com a frase “Rede Nacional Promotoras Legais Populares” e uma ilustração de rosto estilizado. A composição mistura tons neutros (bege, preto e branco) com cores vivas (rosa, roxo, amarelo e vermelho), criando um visual expressivo, simbólico e político sobre a vivência das mulheres e suas lutas.

A imagem evoca um mosaico de vivências femininas, onde resiliência, resistência e interseccionalidade se entrelaçam. Entre fragmentos, surge um discurso de identidade, questionamento e potência um convite a romper limites e imaginar novas possibilidades a partir da esperança e da consciência coletiva.

Relatoria das cursistas: Lyvia Chrystina e Iasmim Baima.