sexta-feira, 23 de outubro de 2026

24ª OFICINA DE 2026

 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA


O encontro das PLPs, realizado no dia 17 de outubro, teve início com a apresentação da facilitadora da oficina, Carol, que conduziu as atividades com o tema Violência Obstétrica.

Inicialmente, fomos convidadas a nos levantar e interagir com uma espécie de manta que a facilitadora colocou no chão. As cursistas começaram a explorar o objeto de diferentes maneiras, utilizando-o para se cobrir, simulando uma rede e experimentando outras possibilidades de uso. Após esse momento de interação, Carol recolheu a manta e explicou que se tratava de um rebozo, instrumento muito utilizado na doulagem. Em seguida, demonstrou algumas de suas formas de utilização durante a gestação e o trabalho de parto, apresentando posições e técnicas, como as relacionadas ao Spinning Babies.

Na sequência, as cursistas foram divididas em três grupos, e cada grupo recebeu situações que deveriam ser analisadas para identificar se as atitudes descritas representavam acolhimento ou violência obstétrica. Durante a atividade, surgiram algumas dúvidas e dificuldades para distinguir determinadas situações, o que tornou a discussão ainda mais importante. Cada grupo apresentou seu caso, compartilhou seus argumentos e, após o debate, registrou sua conclusão em um cartaz coletivo.

Esse momento proporcionou uma troca muito significativa entre as participantes. Algumas mães se sentiram à vontade para compartilhar relatos e experiências de seus próprios partos, trazendo vivências pessoais que contribuíram para ampliar a compreensão sobre o tema. Também houve espaço para o esclarecimento de dúvidas e para a reflexão sobre situações que, muitas vezes, podem ser naturalizadas, embora representem formas de desrespeito à mulher. Carol explicou cada uma das situações apresentadas, esclarecendo os motivos pelos quais determinadas condutas poderiam ser consideradas acolhedoras ou caracterizadas como violência obstétrica. Além disso, aprofundou a discussão sobre as diferentes formas de manifestação dessa violência e suas consequências para as mulheres.

Posteriormente, voltamos a nos sentar em círculo, e Carol trouxe uma questão para reflexão: o que podemos fazer para prevenir a violência obstétrica? As cursistas compartilharam diversas possibilidades, destacando a importância do conhecimento e da informação sobre o assunto, da elaboração de um plano de parto e da presença de um acompanhante que esteja atento, participe ativamente e saiba questionar condutas desrespeitosas. A partir dessas contribuições, continuamos debatendo sobre a importância da preparação, da informação e do apoio durante a gestação e o parto, compreendendo que a prevenção começa antes mesmo de a violência acontecer.

Para encerrar o encontro, a facilitadora colocou uma música e convidou todas a fecharem os olhos e colocarem uma das mãos sobre o umbigo. A proposta era promover uma conexão com aquelas pessoas que nos alimentaram e cuidaram de nós, assim como com aquelas que já alimentamos e cuidamos. Fomos convidadas a pensar em cada tentante, gestante, parturiente e puérpera, refletindo sobre como nós, enquanto sociedade e, principalmente, enquanto mulheres, podemos contribuir para preservar a dignidade de cada mulher em um momento tão delicado e significativo como o parto.

A atividade de encerramento nos levou a refletir sobre as ações preventivas que podem ser adotadas para evitar que a violência aconteça, bem como sobre a responsabilidade coletiva de construir espaços mais seguros, respeitosos e acolhedores. A facilitadora nos convidou a sair daquele encontro mais reflexivas, levando conosco o compromisso de transformar nossas próprias vivências e atitudes em oportunidades de acolhimento, cuidado e respeito.

O encontro foi marcado pela troca de conhecimentos, pela partilha de experiências e pela construção coletiva de aprendizados. Mais do que reconhecer as diferentes formas de violência obstétrica, a oficina nos incentivou a pensar em como podemos atuar para preveni-la, fortalecendo o respeito à autonomia, à dignidade e aos direitos das mulheres durante todo o processo de gestação, parto e puerpério.

Relatoria da cursista: Lyvia Chrystina

Brasília, 17 de outubro de 2026.



23ª OFICINA DE 2026

 DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS MULHERES


No dia  10/10 /26, tivemos como tema da oficina "Direitos sexuais e reprodutivos da mulher", e nos reunimos com a equipe de Águas lindas, e foi muito produtivo, como ajudar alguém sobre empatia e humanização. 

Ao decorrer da oficina, fizemos grupos, e cada um abordou um tema, sobre como procurar ajuda nos serviços públicos, serviços sociais, unidades de saúde etc.

Além de orientações sobre:

- Contraceptivos

- Reprodução humana

- Sobre direto de escolha

- Sexualidade

- Empoderamento

- Autonomia

- Auto cuidado 

- Como falar sobre sexualidade com os filhos ,

Foi muito produtivo!

Gratidão a todas! E a equipe de Águas lindas, muito obrigada pelo apoio!


Relatoria da cursista: Cedália Maria


Brasília, 10 de outubro de 2026.


22ª OFICINA DE 2026


 ARTE BOTÂNICA


Em nossa oficina do dia 03 de outubro, tivemos uma encontro voltado a criatividade, sobre arte botânica e sáude coletiva, ministrada pela oficineira que é artesã botânica, especialista em saúde da mulher, doula e arte educadora, Karu Peruzzo! 

Iniciamos nosso encontro com um breve momento de meditação e relaxamento, com aromatizantes de plantas naturais borrifadas pelo espaço. Ali, foi se criando um espaço acolhedor que remetia a tranquilidade da natureza. 

Posteriormente, fomos convidadas a colocar nossa criatividade em jogo, desenhando flores ou plantas, No começo, foi desafiador para mim, pois não tenho o hábito de desenhar. No entanto, a ideia não era fazer o desenho mais bonito, e sim nos reconectar com nossas crianças interiores, que desenhavam tudo que viam pela frente. 

Após a pausa para o lanche, tivemos o momento mais divertido da oficina, e eu diria que foi meu momento preferido como cursista até o momento, que foi a confecção de marcadores de página botânicos! Em um primeiro momento, a Karu nos explicou um pouco sobre o processo de dessecar flores e plantinhas, e ali percebi o quão bonito e paciente é o trabalho de quem faz isso, pois o processo de desidratar flores envolve empo, paciência e cuidado. Ela nos trouxe inúmeras flores e plantinhas lindas, no qual trabalhamos criando marca páginas. Eu cheguei a fazer três, e eles ficaram assim: 


Eu amei cada segundo da oficina. Foi um dos momentos mais criativos e relaxantes que tive no ano (até o momento). Sai de lá muito interessada por arte botânica, e pretendo começar a ter isso como um hobby :)

Relatoria da cursista: Ester Moraes

Brasília, 03 de outubro de 2026.


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

20ª OFICINA DE 2026

SAÚDE DA MULHER

Nesse encontro, realizado dia 19 de Setembro, recebemos como oficineira a Dra. Natalia Fernandes, que é professora de Saúde Coletiva na UnB. O tema do dia era Saúde da Mulher e inicialmente, começamos com uma dinâmica de trazer à roda algum objeto importante que carregamos com a gente, muitos foram improvisados com o que tínhamos ali, como garrafinha de água, algum dispositivo eletrônico, blocos de notas, porém ressignificado e contando um pouco da gente. Em seguida, compartilhamos alguns pontos de vistas e dados sobre saúde em geral e saúde da mulher e os cuidados dos nossos corpos, sejam eles individuais ou coletivamente, em sociedade.

A parte mais intensa da oficina foi quando nos dividimos em dois grupos e tínhamos que dar vida a uma mulher-personagem: nome, idade, de onde é, o que gosta de fazer, como ocupa seu tempo, quais são suas características.

Ao apresentar as criações, o primeiro grupo tinha criado Maria Vitória, de 17 anos, estudante do Ensino Médio e que morava com a sua família, é uma menina negra, tem sonhos e expectativas com o futuro, gosta de futebol. No outro grupo, deram vida a Vitória, uma mulher negra, de 40 anos, mora na Ceilândia mas é natural do Piauí; é divorciada e tem um filho de 15 anos, Guilherme, está se redescobrindo enquanto mulher e indivíduo, vivendo coisas novas. Provocadas por Natália, conversamos sobre essas mulheres e sobre nós mesmas, em como os papéis sociais de gênero nos sobrecarregam e às vezes não temos tempo nem para o autocuidado mais básico.

Finalizamos a oficina falando sobre dignidade menstrual, direitos, desafios e possibilidades, principalmente se pensamos nas meninas e mulheres mais vulneráveis, como pessoas em situação de cárcere ou que não tem condições de comprar e manter sua autonomia menstrual. Nesse sentido, conversamos sobre as políticas públicas e as falhas em ampliar direitos e garantir a dignidade menstrual. Ao finalizar a oficina do dia ganhamos um presente de Natália, uma necessaire com material do projeto Ecos e Pro-LEME da UnB, caneta, caderneta para acompanhar nosso ciclo menstrual e absorventes. 💜

Por: Mariana Lemes


Brasília, 19 de Setembro de 2026.