segunda-feira, 8 de junho de 2026

7ª OFICINA DE 2026

  No encontro desse sábado, 30 de maio, falamos sobre cotas. A professora Dr. Ellen Cintra nos incentivou a trocar vivências e salientar tanto nossas semelhanças como nossas diferenças, essa troca resultou num entendimento mútuo, fomentando o acolhimento da diferença e a celebração da semelhança. 
  A aula seguiu com o relato da própria professora, recheado de luta e do desejo por menos luta, de esperança e de exemplo. Seguindo, tivemos a apresentação em formato de slide, com a professora mostrando e explicando os dados que colocam em números o racismo no Brasil. 
  A apresentação também mostrou os diversos pontos de luta que surgiram durante a história brasileira, desde os quilombos, ainda na época da escravização, até o movimento negro dos anos 60/70 e as exigências por políticas afirmativas no início dos anos 2000. 
  Dessa forma, foi possível traçar uma linha do tempo até a formulação das cotas como política pública, discutindo desde os dados quantitativos que demonstram o abismo que existe entre pessoas brancas e negras quanto as experiências qualitativas com os vários relatos pessoais que surgiram organicamente durante a aula. 
 Concluímos com mais relatos emocionantes sobre superação e a importância da educação nesse processo, sobretudo para mulheres negras.

Relatoria: Eduarda Berto

Brasília, 30 de maio de 2026.



quinta-feira, 28 de maio de 2026

6ª OFICINA DE 2026

O encontro teve como tema principal identidade racial como uma categoria sociológica, buscando entender como a identidade racial é construída e como ela influencia a vida das pessoas e a forma como elas são vistas pela sociedade. 

No primeiro momento, andamos pela sala observando umas às outras. Depois fizemos uma roda e ficamos de costas uma para a outra para refletirmos sobre as nossas diferenças. Esse momento fez a gente pensar sobre como cada pessoa possui características diferentes e como muitas vezes acabamos criando percepções sobre alguém apenas pela aparência.

Em outro momento, realizamos uma declaração de heteroidentificação, onde registramos a forma como nos identificávamos racialmente. A proposta era que, no final da aula, percebêssemos se continuávamos com a mesma visão ou se ela mudaria após todas as discussões e reflexões feitas durante o encontro.

Depois, o tema cor e raça foi abordado e discutido. Conversamos sobre a diferença entre esses conceitos e entendemos que a cor está relacionada à tonalidade da pele, enquanto a raça é uma construção social baseada na aparência, nos traços físicos e também em fatores históricos e sociais.

Em seguida, fizemos uma atividade parecida com um júri, onde apareciam imagens de famosos e falávamos se acreditávamos que eles eram brancos, negros, pardos e entre outras classificações. Nesse momento percebemos que, além da cor da pele, também observávamos os traços físicos para chegar a uma conclusão.

Também discutimos bastante sobre como o meio social influencia nisso, entendendo que o território, o contexto, as experiências e as pessoas ao nosso redor influenciam na forma como nos enxergamos e também na maneira como a sociedade nos vê.

Também tivemos um momento de conversa sobre experiências pessoais que já passamos por conta da nossa cor, compartilhando situações e refletindo sobre como essas questões fazem parte da realidade de muitas pessoas.

No último momento, cada uma falou o nome de uma mulher negra que admirava, valorizando a representatividade e a importância dessas mulheres na sociedade.

Foi uma aula de muita aprendizagem e reflexão, pois me fez perceber que a identidade racial vai muito além da aparência física, sendo influenciada também por fatores sociais, culturais e históricos. Além disso, foi um momento importante para ouvir diferentes experiências e ampliar a forma como enxergamos essas questões no nosso cotidiano.

Relatoria da cursista: Beatriz Soares

sexta-feira, 22 de maio de 2026

5ª OFICINA DE 2026

O encontro teve como tema central a discussão sobre classe social, desigualdade, consumismo e os impactos estruturais dessas divisões na vida das pessoas. 

No primeiro momento, assistimos a um vídeo do influenciador “Primo Pobre”, que defendia a ideia de enriquecimento através da economia individual, esforço e humildade. A partir disso, realizamos a dinâmica “Quem larga na frente”, onde cada uma recebeu um papel com realidades sociais diferentes. Algumas possuíam privilégios, como genitores formados, estabilidade financeira e rede de apoio; outras representavam vivências marcadas por dificuldades, como maternidade solo, necessidade de trabalhar cedo, cuidar da casa o pagar aluguel.

A dinâmica tornou visível como a meritocracia não considera que nem todas as pessoas começam do mesmo ponto. Algumas já largam (nascem) muito à frente devido aos privilégios sociais, econômicos e familiares herdados historicamente.

No segundo momento, participamos de um “Chá Revelação” sobre classes sociais. A atividade mostrou a enorme concentração de renda existente no Brasil e como a maioria da população se identifica com as classes populares, enquanto uma minoria concentra riqueza e oportunidades. Através de perguntas sobre hábitos de vida, consumo e acesso a determinados espaços, refletimos sobre pertencimento social e desigualdade.

No terceiro momento, assistimos a um vídeo sobre classe social com o sociólogo Thiago, onde aprendemos conceitos utilizados oficialmente para diferenciar as classes econômicas.

Também discutimos como essas classificações são utilizadas tanto pelo governo, na elaboração de políticas públicas, quanto pelas empresas, através do marketing, da publicidade e dos algoritmos que direcionam produtos e desejos para diferentes públicos.

Foram debatidos conceitos como burguesia, proletariado, modos de produção e capital político, refletindo sobre como influência, dinheiro e oportunidades muitas vezes são herdados. Também conversamos sobre nepotismo e sobre como certos grupos acumulam vantagens históricas enquanto outros permanecem em situação de vulnerabilidade.

No último momento, assistimos a um vídeo sobre consumismo e sociedade de consumo.

Refletimos sobre como o sistema cria falsas necessidades para manter o ciclo constante de produção e lucro. Discutimos também a obsolescência planejada, onde muitos produtos já são fabricados para durar pouco tempo, incentivando o consumo contínuo e gerando impactos ambientais e sociais cada vez mais insustentáveis.

O debate também trouxe reflexões sobre como essas questões afetam diretamente as mulheres, especialmente através da pressão estética, do consumo ligado à autoestima, do etarismo e da constante exigência de juventude, beleza e produtividade. Observamos como o mercado utiliza inseguranças femininas para estimular o consumo de produtos, procedimentos e padrões muitas vezes inacessíveis para grande parte das mulheres.

Também relacionamos essas questões ao racismo ambiental, entendendo que os maiores impactos da degradação ambiental, da precarização e da falta de infraestrutura atinge principalmente populações periféricas, negras e vulnerabilizadas.

O encontro proporcionou reflexões importantes sobre desigualdade, privilégios, consumo, sustentabilidade e justiça social, mostrando como questões econômicas, ambientais e sociais estão profundamente conectadas no cotidiano das mulheres.

Relatoria da Cursista: Vitória de Meneses

Brasília, 16 de Maio de 2026.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

4ª OFICINA DE 2026


    O encontro de mulheres das PLPs, realizado no sábado (09/05), teve como temática central: “Orientação Sexual e Identidade de Gênero”, proporcionando um espaço de aprendizado, escuta, acolhimento e troca coletiva entre as participantes.

    No primeiro momento, foi realizada uma dinâmica de sensibilização conduzida pela facilitadora. As participantes se organizaram em círculo, de costas umas para as outras e de olhos fechados. A partir das palavras ditas pela facilitadora, cada mulher era convidada a tocar a parte do corpo onde sentia que determinado sentimento se manifestava. A atividade proporcionou um momento de conexão individual e coletiva, estimulando a percepção dos sentimentos, do corpo e das emoções.

    Após a dinâmica, foi aberto um espaço de conversa sobre as sensações despertadas durante a atividade. Em seguida, cada participante recebeu papel e caneta, sendo orientada a escrever palavras, sentimentos ou ideias que remetessem ao termo “desejo”. Durante esse momento, o desejo foi interpretado de diferentes maneiras pelas participantes, aparecendo tanto relacionado aos sonhos, vontades e objetivos de vida, quanto associado ao desejo afetivo e sensual. A atividade possibilitou reflexões sobre subjetividade, afetividade, liberdade e as múltiplas formas de experienciar o desejo.

    Dando continuidade ao encontro, a facilitadora iniciou uma explanação sobre identidade de gênero e orientação sexual, utilizando como suporte um desenho de um corpo humano em um quadro branco, contendo marcações específicas na cabeça, no peito e nas genitálias. A partir dessa representação visual, foram apresentados e explicados os conceitos relacionados à identidade de gênero, expressão de gênero, sexo biológico e orientação sexual, de maneira didática, acessível e acolhedora.

    O momento também abriu espaço para um debate coletivo sobre a forma como cada pessoa se apresenta ao mundo, como percebe sua identidade e como experiência a atração afetiva e sexual. As participantes puderam compartilhar opiniões, experiências e percepções pessoais, contribuindo para a construção de um diálogo respeitoso e enriquecedor.

    Após uma pausa, iniciou-se o segundo momento do encontro, no qual a facilitadora apresentou a sigla LGBTQIAPN+, explicando, de forma leve e clara, o significado de cada letra e sua representatividade dentro da diversidade de identidades e orientações. O tema foi trabalhado de maneira participativa, incentivando as mulheres a expressarem dúvidas, opiniões e sentimentos relacionados às questões abordadas.

    A discussão coletiva possibilitou importantes reflexões sobre respeito, diversidade, reconhecimento e vivências individuais, fortalecendo o espaço como um ambiente seguro de escuta, acolhimento e aprendizado mútuo.

    O encontro foi marcado pela participação ativa das mulheres, pela construção coletiva do conhecimento e pela valorização do diálogo como ferramenta de fortalecimento pessoal e comunitário.

Relatoria da cursista: Lyvia Neres.