sexta-feira, 11 de setembro de 2026

18ª OFICINA DE 2026

 Conscientização sobre proteção de crianças e adolecentes


A oficina do dia 05/09 iniciou-se com um exercício coletivo de concentração, em que todas participaram de um momento de meditação guiada. A abertura foi muito importante para todas se conectarem com o momento e para nos prepararmos para o tema difícil da oficina.

A oficina foi mediada pela convidada Liz, que tratou das redes de proteção para crianças e adolescentes. A facilitadora comentou sobre a responsabilidade que todos temos, enquanto sociedade, com o cuidado de crianças e adolescentes, que geralmente é atribuído exclusivamente às mães.

Comentamos sobre as barreiras institucionais que enfrentamos ao buscar ajuda para esses grupos, como o impedimento do aborto legal para meninas, a obtenção da guarda de crianças em situações de vulnerabilidade social e casos de bullying em escolas. Discutimos o papel de diferentes órgãos e agentes públicos e quem procurar em casos de violência.

Também tratamos da violência, especialmente na esfera da internet, e de como podemos proteger nossas crianças nesse ambiente. Falamos sobre os espaços considerados "seguros" que tínhamos anteriormente, como a televisão, e que já não existem da mesma forma. Discutimos também como funciona a produção desses "influencers mirins" e a exposição precoce de crianças e adolescentes na internet.

Dedicamos alguma atenção ao papel dos Conselhos Tutelares, que sofrem com uma sobrecarga de demandas exaustiva, mas que também são capazes de reproduzir violências e revitimização em alguns casos.

Um momento importante da oficina foi sobre os marcos legais e as ferramentas para a proteção de crianças e adolescentes. Falamos sobre o fluxo de atendimento em casos de violência, em todas as esferas. Fomos apresentadas ao importante papel do Ministério Público e a como ele se articula com os demais órgãos para a construção de um fluxo de proteção eficiente e para a prevenção e o combate à violência contra esses grupos tão vulneráveis.

Relatoria da cursista: Geovana Fiori

Brasília, 05 de Setembro de 2026.



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

17ª OFICINA DE 2026

 

Planejando a ação da turma


O encontro do dia 29 de agosto teve início com a realização da acolhida das participantes, promovendo um momento inicial de integração e preparação para as atividades previstas. 
Na sequência, foi realizada uma discussão coletiva acerca da ação da turma voltada à divulgação das PLPs, com o objetivo de ampliar a visibilidade da atuação das Promotoras Legais Populares e fortalecer o conhecimento da comunidade acerca da iniciativa e de sua importância para a promoção e defesa de direitos. Durante a discussão, as participantes apresentaram sugestões de possíveis locais para a realização da ação, considerando espaços com potencial de alcance do público e de aproximação com a comunidade. 
As sugestões apresentadas serão posteriormente avaliadas quanto à viabilidade de execução, considerando aspectos como localização, público, autorização, logística e organização da atividade. Também foi discutida a proposta de elaboração da camisa da turma, contemplando elementos que representem a identidade coletiva e a trajetória das participantes ao longo do curso.
Ao final do encontro, foram estabelecidas as seguintes missões e deliberações para a turma: Definir uma mulher a ser homenageada na camisa da turma; definir a oradora da turma, que ficará responsável pela representação e fala em momento oportuno; definir uma mulher integrante da própria turma para ser homenageada, valorizando sua trajetória. As definições serão retomadas nos próximos encontros, de modo a possibilitar a participação coletiva das integrantes e a organização dos encaminhamentos necessários para a realização das ações propostas.

Relatoria da cursista: Ana Moreira

Brasília, 29 de Agosto de 2026.






16ª OFICINA DE 2026

 

Medidas Protetivas às Mulheres




O encontro das PLP's, realizado no dia 22 de agosto, apresentou uma proposta diferente das oficinas realizadas habitualmente, sendo desenvolvido por meio de uma palestra e roda de conversa com o tema “Lei Maria da Penha: 20 anos e o futuro”. O momento contou com a participação de diferentes convidadas e nomes de relevância para a discussão da temática, proporcionando às cursistas um espaço de informação, reflexão e diálogo sobre a violência contra as mulheres e os mecanismos de proteção existentes.

A atividade foi iniciada pela professora Lívia, que realizou a abertura do encontro e apresentou as palestrantes que participariam da programação. Em seguida, outra professora conduziu uma fala sobre o processo histórico percorrido até a criação da Lei Maria da Penha, contextualizando as transformações ocorridas ao longo dos anos. Durante sua apresentação, também foram compartilhadas informações sobre os atendimentos realizados anteriormente pelo Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da UnB. Foi destacado que parte dos registros desses atendimentos acabou sendo perdida e que, por esse motivo, o número de mulheres efetivamente atendidas foi significativamente maior do que aquele que consta nos registros disponíveis.

Após esse primeiro momento, as participantes se dirigiram ao salão do NPJ, onde foi realizada uma palestra com uma defensora pública do Distrito Federal. A apresentação teve como foco o reconhecimento e a identificação dos diferentes tipos de violência, sendo abordadas as violências *física, psicológica, patrimonial, sexual e moral*.

Durante a palestra, as mulheres presentes puderam realizar perguntas e esclarecer dúvidas relacionadas à temática, que foram respondidas de forma bastante esclarecedora pela defensora. Também foram discutidas as medidas protetivas e as possibilidades de atendimento e acolhimento para mulheres em situação de violência, incluindo a importância da proteção e do acolhimento de seus filhos.

Foram ainda apresentados números e contatos importantes para a realização de denúncias, tanto pela própria mulher em situação de violência quanto por terceiros que tenham conhecimento de algum caso. Essas informações contribuíram para ampliar o conhecimento das participantes sobre os canais disponíveis para buscar ajuda, orientação e proteção.

Na sequência, algumas cursistas realizaram a distribuição de materiais didáticos e informativos relacionados à temática trabalhada durante o encontro. Os materiais disponibilizados apresentaram conteúdos ricos e esclarecedores, contribuindo para o aprofundamento das informações discutidas e oferecendo recursos que podem ser consultados posteriormente pelas participantes.

Posteriormente, a palavra foi passada às professoras, que complementaram as discussões apresentadas pela defensora pública, ampliando as reflexões sobre a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência e a importância da informação como instrumento de prevenção, identificação e enfrentamento da violência contra as mulheres.

O encontro foi encerrado com um agradecimento realizado pela organizadora, que ressaltou a importância da participação de todas e da realização de espaços de diálogo e formação sobre uma temática tão relevante. De modo geral, a atividade proporcionou um momento significativo de aprendizado e conscientização, possibilitando às participantes conhecer melhor seus direitos, os mecanismos de proteção previstos pela legislação e as formas de buscar apoio diante de situações de violência.

Relatoria da cursista: Lyvia Neres 

Brasília, 21 de Agosto de 2026.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

14ª OFICINA DE 2026

Conscientização sobre tráfico de pessoas


A oficina desse dia (08 de Agosto de 2026) foi realizada com as PLPs de Águas Lindas. 
Saímos às 8h30 de Ceilândia e fomos recebidas pelas companheiras do entorno no IFG, onde elas realizam suas oficinas. Na biblioteca, éramos várias mulheres, rostos conhecidos e novos. 
A primeira dinâmica foi de apresentação, formamos duplas, preferentemente entre uma mulher do núcleo de Águas Lindas e outra de Ceilândia para trocar uma ideia, se apresentar, informações como nome, idade, em qual cidade mora e algo que goste de fazer ou se sinta caracterizada por isso, logo, nos apresentamos para a grande roda, foi bonito.
As facilitadoras do tema do dia eram duas assistentes sociais, Yasmin, que trabalha na Defensoria Pública do Distrito Federal e Stephane, que está cursando residência pela Fiocruz, e ambas fazem parte do núcleo de investigação sobre tráfico de pessoas da UnB. 
O tema, sensível, pareceu ter tirado o ar da turma, que escutou em silêncio. Aprendemos sobre as características do tráfico de pessoas, como costuma acontecer, quais os respaldos jurídicos para as vítimas, e também quais as formas de prevenção. 
Para continuar aprofundando o tema, nos dividimos em seis grupos e cada um recebeu um caso para discutir e levantar hipóteses de formas de prevenção e proteção. Havia temas como trabalhadora doméstica sem nenhum tipo de direito, pessoa em situação de exploração sexual, sequestro de bebês, exploração de trabalho entre outros. 
Antes dos grupos, tivemos uma pausa para o lanche, e Águas Lindas arrasou com a variedade de frutas e comidas gostosas (queremos visitar mais vezes!).
Finalizamos a atividade do dia apresentando as discussões de caso e que cada uma falasse uma palavra que marcou aquele encontro. Entre todas as palavras, o nome de Rosa Maria, referência para as PLPs do DF e GO, encheu aquele espaço para recordar porquê lutamos.

Relatoria da cursista: Mariana Lemes 


Águas Líndas, 8 de Agosto de 2026.