sexta-feira, 21 de outubro de 2022

"Política, participação política, democracia e autoritarismo, movimentos sociais e partidos políticos" - 27/08/22




Pensar política traz consigo inúmeras inquietações, principalmente por se tratar de uma temática de difícil compreensão para alguns, pois culturalmente existe uma descrença que reverbera sobre a forma como a população entende e espera do assunto.

É importante ressaltar que para além das esferas partidárias entende-se que fazer política e viver política é proporcionar ao ser o acesso e o direito à vida, à moradia, à saúde, à educação. Em suma, a política foi criada para regular os conflitos sociais.

No último encontro das PLP'S falamos um pouco de assuntos que muitas vezes preferimos ignorar: política. Tudo começou com uma dinâmica com o balão e música e quando a música parava que tinha tocado por último no balão teria que responder uma pergunta acerca do tema voto e política. Foi interessante que recebi a pergunta qual seria minha proposta se fosse deputada por um dia. Recebemos alguns papéis com as palavras senadores, deputado federal e deputado distrital e tínhamos que relacionar com funções de cada um. Foi incrível como quase as duplas relataram alguma dificuldade para completar de forma correta, pois muitas de nós nunca tivemos contato com o assunto. Achei interessante uma pergunta que foi feita na primeira dinâmica: Qual é sua estratégia para votar. E desse questionamento surge várias opiniões, se devemos ter estratégia para votar, se é necessário um voto “útil” na polarização que estamos vivendo em 2022. Não é um tema fácil de ser debatido, mas tudo foi feito com leveza no nosso encontro.

                                               Ana Barbosa, cursista da turma do ano de 2022.







Direitos sexuais e reprodutivos (violência obstétrica, aborto, contracepção, pobreza menstrual) - 13/08/2022

 





Temáticas que contenham abordagens que fazem ligação ao corpo da mulher trazem consigo uma série de relatos. Nesta oficina trabalhamos em conjunto a análise do tema, onde  notou-se que apesar de boa parte das mulheres presentes não terem vivenciado o parto, ainda assim muitas já tiveram acesso a histórias de amigas, mães, avós e tias que foram vítimas de violência durante o puerpério.

Foram organizados grupos para que pudéssemos ter conhecimento sobre abordagens diversas como: quais eram os possíveis métodos contraceptivos para uso, sobre quais mulheres eram afetadas quanto ao que diz respeito a pobreza menstrual e de que forma o Estado possui responsabilidade sobre essa realidade, além de também termos tratado sobre aborto e violência obstétrica.

De modo geral esta oficina nos possibilitou mais uma vez ampliar nossa visão sobre a realidade que alcançam nossos corpos e de que modo podemos coletivamente construir um saber que proporciona as mulheres o reconhecimento sobre os próprios direitos.











sábado, 3 de setembro de 2022

Trabalho, direitos trabalhistas, diferença salarial, assédios, trabalho doméstico e reprodutivo 16/07/2022

 






Nada como começar nossos encontros com um delicioso alongamento. 


Para a reflexão do dia, fizemos uma lista de tarefas não remuneradas que fazemos durante a semana, como uma lista de compras. Visualizamos que para além, e as vezes mais importante do que o nosso autocuidado, cuidamos de muitas pessoas e coisas. Contabilizamos que muito tempo é gasto com afazeres que apoiam outras pessoas e a inexistência de uma remuneração para esse cuidado também apoia e alimenta o sistema de desigualdades e injustiças.

Ser mulher em meio a esta realidade nos possibilidade enxergar o quão diferente as realidades podem ser de acordo com o gênero e a raça do indivíduo. As cobranças tendem a ser diferentes, assim como os acessos dados, vejamos.

De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE no Brasil as mulheres ganharam em média 20,50% menos do que os homens no 4º trimestre de 2021, contra 19,70% a menos no final de 2020. É importante ainda ressaltar que mesmo diante de estudos que acentuam que pessoas do gênero feminino tenham um currículo educacional mais extenso ainda assim estes não acessam o mercado de trabalho com as mesmas condições que o gênero oposto. Existem relatos de diferença salarial, mesmo para o exercício da mesma função. Existem situações explícitas de assédio moral, além de muitas ainda lidarem com o não reconhecimento da credibilidade do trabalho prestado, o que acentua com nitidez o processo de sobrecarga que muitas estão sujeitas a viver. 

Durante a oficina vários foram os relatos sobre a problemática descrita acima e ainda compartilhamos quais seriam as mudanças que possivelmente nos traria mais felicidade diante desses aspectos. Algumas citaram que gostariam de realizar atividades que trouxesse mais prazer, para além das obrigações diárias. Também descreveram que melhores salários, garantias de direitos trabalhistas,  jornadas mais flexíveis e a humanização das realizações poderiam ser um dos possíveis principais avanços. 

Por fim, refletimos sobre esses cuidados, como são oferecidos, o que nos custa













Sexualidade, identidade de gênero, LGBTQIA+ 02/07/2022

 



 As características físicas, sexuais e biológicas do ser humano são definidas socialmente de acordo com as definições que mais se enquadram com a personalidade e entendimento individual de suas subjetividades, porém no cenário atual ainda existem muitas dúvidas sobre o que pode ser definido como gênero e sexualidade para além da contextualização de que ambos possuem definições distintas.
Na quarta oficina com objetivo de descaracterizar a ideia de que gênero e  sexualidade são as mesmas coisas trouxemos a nível de conhecimento aspectos para o embate em roda, de forma a enriquecer e construir coletivamente um saber sobre a temática proposta.
Os cuidados com a saúde íntima, o olhar com cuidado, com afeto. O toque que reconhece e conhece cada detalhe de si. As características físicas, sexuais e biológicas do ser humano são definidas socialmente de acordo com as definições que mais se enquadram com a personalidade e entendimento individual de suas subjetividades, porém no cenário atual ainda existem muitas dúvidas sobre o que pode ser definido como gênero e sexualidade para além da contextualização de que ambos possuem definições distintas.
Na quarta oficina com objetivo de descaracterizar a ideia de que gênero e  sexualidade são as mesmas coisas trouxemos a nível de conhecimento aspectos para o embate em roda, de forma a enriquecer e construir coletivamente um saber sobre a temática proposta.

Iniciamos o dia com uma dinâmica onde nós permitimos o toque, o afeto para conosco.
                Em seguida abrimos para diálogo onde trouxemos a importância do toque e do afeto. 
                    Em um segundo momento recebemos folha e lápis para que produzíssemos nossa genitália, e tivemos uma troca sobre o que cada uma fez. Recebemos um desenho com representações do que seria biológico, racional, afetivo e debatemos sobre identidade de gênero, orientação afetivo sexual, sexo biológico e expressão de gênero. No terceiro momento fomos separados em grupo para discussão, recebemos textos, vídeos e pudemos fazer pesquisas para complementar o conhecimento. Abrimos então para discussão em grupo onde cada inicial LGBTIA obteve três minutos para expor os conhecimentos obtidos para todos os presentes. Novas lições, aprendizados sobre o tema foram compartilhados. O encerramento se deu por uma roda onde trouxemos uma referência feminina em nossa vida. Assim se deu o quarto encontro das Promotoras Legais Populares da Ceilândia no dia 02 de julho de 2022.