VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
O encontro das PLPs, realizado no dia 17 de outubro, teve início com a apresentação da facilitadora da oficina, Carol, que conduziu as atividades com o tema Violência Obstétrica.
Inicialmente, fomos convidadas a nos levantar e interagir com uma espécie de manta que a facilitadora colocou no chão. As cursistas começaram a explorar o objeto de diferentes maneiras, utilizando-o para se cobrir, simulando uma rede e experimentando outras possibilidades de uso. Após esse momento de interação, Carol recolheu a manta e explicou que se tratava de um rebozo, instrumento muito utilizado na doulagem. Em seguida, demonstrou algumas de suas formas de utilização durante a gestação e o trabalho de parto, apresentando posições e técnicas, como as relacionadas ao Spinning Babies.
Na sequência, as cursistas foram divididas em três grupos, e cada grupo recebeu situações que deveriam ser analisadas para identificar se as atitudes descritas representavam acolhimento ou violência obstétrica. Durante a atividade, surgiram algumas dúvidas e dificuldades para distinguir determinadas situações, o que tornou a discussão ainda mais importante. Cada grupo apresentou seu caso, compartilhou seus argumentos e, após o debate, registrou sua conclusão em um cartaz coletivo.
Esse momento proporcionou uma troca muito significativa entre as participantes. Algumas mães se sentiram à vontade para compartilhar relatos e experiências de seus próprios partos, trazendo vivências pessoais que contribuíram para ampliar a compreensão sobre o tema. Também houve espaço para o esclarecimento de dúvidas e para a reflexão sobre situações que, muitas vezes, podem ser naturalizadas, embora representem formas de desrespeito à mulher. Carol explicou cada uma das situações apresentadas, esclarecendo os motivos pelos quais determinadas condutas poderiam ser consideradas acolhedoras ou caracterizadas como violência obstétrica. Além disso, aprofundou a discussão sobre as diferentes formas de manifestação dessa violência e suas consequências para as mulheres.
Posteriormente, voltamos a nos sentar em círculo, e Carol trouxe uma questão para reflexão: o que podemos fazer para prevenir a violência obstétrica? As cursistas compartilharam diversas possibilidades, destacando a importância do conhecimento e da informação sobre o assunto, da elaboração de um plano de parto e da presença de um acompanhante que esteja atento, participe ativamente e saiba questionar condutas desrespeitosas. A partir dessas contribuições, continuamos debatendo sobre a importância da preparação, da informação e do apoio durante a gestação e o parto, compreendendo que a prevenção começa antes mesmo de a violência acontecer.
Para encerrar o encontro, a facilitadora colocou uma música e convidou todas a fecharem os olhos e colocarem uma das mãos sobre o umbigo. A proposta era promover uma conexão com aquelas pessoas que nos alimentaram e cuidaram de nós, assim como com aquelas que já alimentamos e cuidamos. Fomos convidadas a pensar em cada tentante, gestante, parturiente e puérpera, refletindo sobre como nós, enquanto sociedade e, principalmente, enquanto mulheres, podemos contribuir para preservar a dignidade de cada mulher em um momento tão delicado e significativo como o parto.
A atividade de encerramento nos levou a refletir sobre as ações preventivas que podem ser adotadas para evitar que a violência aconteça, bem como sobre a responsabilidade coletiva de construir espaços mais seguros, respeitosos e acolhedores. A facilitadora nos convidou a sair daquele encontro mais reflexivas, levando conosco o compromisso de transformar nossas próprias vivências e atitudes em oportunidades de acolhimento, cuidado e respeito.
O encontro foi marcado pela troca de conhecimentos, pela partilha de experiências e pela construção coletiva de aprendizados. Mais do que reconhecer as diferentes formas de violência obstétrica, a oficina nos incentivou a pensar em como podemos atuar para preveni-la, fortalecendo o respeito à autonomia, à dignidade e aos direitos das mulheres durante todo o processo de gestação, parto e puerpério.
Relatoria da cursista: Lyvia Chrystina
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| Brasília, 17 de outubro de 2026. |


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