quarta-feira, 26 de junho de 2024
10ª OFICINA DE 2024
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sexta-feira, 21 de junho de 2024
9ª OFICINA DE 2024
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15 de Junho
quarta-feira, 12 de junho de 2024
8ª OFICINA DE 2024
8ª OFICINA DE 2024
08 de Junho
Durante a
manhã tivemos a exibição do filme “ Acorda Raimundo... Acorda!!![1],
seguido de uma troca de impressões e experiências. O intuito foi identificar a
partir do filme as violências contra mulher contidas ali e em outros espaços. E
partir daí entramos na Lei Maria da Penha [2]
Das várias impressões surgidas:
a) A
identificação das violências (física, patrimonial, psicológica e sexual)
b) O
impacto – ver um homem sofrer essas violências foi mais impactante do que teria
sido ver uma mulher. O elemento cultural é muito forte. Há uma naturalização
desse modelo de opressão. Por homens e por mulheres.
c) Saber
identificar as violências como violências e não como acontecimentos
corriqueiros do dia-a-dia; imprescindível para a cessação.
d) Ao
final do filme, ainda que aliviado, ao acordar. Raimundo segue reproduzindo as
mesmas violências, ter estado no lugar da Marta não fez com que ele
despertasse. Só havia espanto na violência cometida por ela.
Na sequência,
o arraiá das PLP, com comidas maravilhosas, cheias de sabor e carinho. A
canjica, então! Não há o que falar, além de saborosíssima, foi servida num
panelão, todas levamos para casa. As bandeirinhas com suas cores e movimentos
foram importantes para, junto com os doces, suavizar a temática ácida do tema
discutido.
Após o lanche,
Lívia iniciou historicizando sobre a Maria da Penha. As violências por ela
sofridas, a luta por ela travada e que deram nome à Lei – falando
principalmente, das várias mãos que a construíram. E também das violências
recentes que lhe impõem a vivência sob escolta policial, haja vista as ameaças as
quais tem sido vítima. Embora seja uma mulher idosa e cadeirante sua atuação e
os impactos dessa Lei provocam ainda, disputas de narrativas e demonstrações de
intolerância.
Uma das
perguntas da Lívia: _ por que a existência da Lei não reduziu, da forma como
gostaríamos os números da violência? As ponderações nos fizeram ver que a
violência precisa ser combatida e não apenas criminalizada.
Os elementos
culturais, a falta de investimento nas ações de combate e de prevenção, que
possam ir da denúncia até o acolhimento humanizado à vítima e filhos, a falta
de operacionalização de um dos elementos mais importantes da lei, que é a
discussão sobre a temática nas escolas – que é tratado como ideologização da
escola. Pontos como esses precisam ser implementados, além de tratamento ao
homem agressor.
Combater a
violência contra mulher não passa apenas pela imposição de medidas protetivas,
que a competência do judiciário ainda não foi suficiente para esclarecer o
prazo de validade. É um tema que ainda segue sob a interpretação da vítima,
agressor ou agente, o que pode deixar a vítima desamparada.
A violência doméstica acontece em um espaço onde também há afetos, na maioria das vezes as mulheres não querem prender seus agressores, os pais de seus filhos, querem apenas cessar as agressões.
Relatoria da cursista: Tetê.
quarta-feira, 29 de maio de 2024
7ª OFICINA DE 2024
7ª OFICINA DE 2024
25 de Maio de 2024
Vulva,
Dos encontros da vida, pensarmos
em trocas e saberes, se faz necessário em uma sociedade que nós mulheres fomos
criadas para não conhecermos nossos corpos. Em uma sociedade que estabeleceu a
dicotomia de beleza padronizada, muitas de nós só experienciamos o que é
imposto como feio.
Falar de vulva, desenhá-la e
acompanhar os relatos acerca de tabus, opressões e desconhecimento me fez
pensar o quanto fomos e somos silenciadas. Não reconhecer uma parte do nosso
corpo é mais uma amordaça advinda de uma criação de não poder, de não falar e
de não sentir, sobretudo de não tocar.
A primeira parte do encontro nos
proporcionou refletir o quanto ainda é difícil falarmos de algo que faz parte
do nosso corpo, algo que deveria ser simples. Mesmo cientes que aquele espaço
transborda segurança há pudores cristalizados em pensar e falar de características
que compõem a vulva: monte pubiano, os grandes e pequenos lábios, o clitóris, o
vestíbulo da vagina, as glândulas de Skene, as glândulas de Bartholin, a
abertura da uretra e a vagina.
Se difícil é pensar, falar, imagina desenhar. E assim foi.
Sexualidade,
Após, na segunda parte, trocamos
conhecimentos e possíveis significados sobre os termos: lésbica,
bissexualidade, não-binário e transexualidade, numa perspectiva de orientação
sexual e identidade de gênero.
A dinâmica baseou-se em três
perguntas. Ao ouvir cada palavra mencionada, qual a palavra vem em mente? Qual
sentimento desperta? Essa palavra gera dúvida? E sem sombra, dúvida é que não
falta.
Em resumo, a mulher lésbica refere-se
a mulher que sente atração afeto-sexual por outra mulher e bissexualidade
refere-se atração afetiva e sexual por pessoas de qualquer gênero e sexo, ambos
são relativos a orientação sexual. Já o termo não-binário é empregado para a
pessoa que não se sente pertencente ao gênero masculino ou ao feminino e a transexualidade
é utilizado para se referir a uma pessoa que não se identifica com o gênero ao
qual foi designado em seu nascimento, ambos estão ligados a identidade de
gênero.
Entre termos e significados,
lésbica significa amor, amor genuíno, daqueles amores que olhares não se
enganam.
Desejo,
Na última parte do encontro houve
provocação da palavra desejo. O que é desejo? O que é desejar? O que é ser um
sujeito desejante? E o significado, assim como os nossos sábados, vai além da
expectativa de possuir ou alcançar. Foge do erótico. Desejo é estar, ir e
ficar! Desejo é movimento, é aprender, é pensar. É cheiro, é paladar, é
escutar.
PLPs,
Dialogar acerca de vulva,
sexualidade e desejo me faz lembrar o quanto é importante essa viagem sem volta
que esses encontros semanais nos proporcionam. Pensar e falar sobre nós vai
além de termos e significados. É um fruto colhido de transformação na vida de
tantas que somos nós, que carrega, que embala um mundo que tenta nos silenciar.
Pensar em PLPs me lembra construções, quebras e reerguimento de mulheres!
Relatoria da cursista: Camyla Hendrix




