sexta-feira, 1 de maio de 2020

PLPs publicam livro sobre a experiência do movimento no Brasil

No final de 2019, as Promotoras Legais Populares do Distrito Federal e Entorno publicaram o livro "Promotoras Legais Populares movimentando mulheres pelo Brasil: análises de experiências".


O livro é fruto da pesquisa realizada pelas PLPs/DF, que foi financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF) e teve o apoio da Fiocruz para auxiliar e instruir as pesquisadoras no método da pesquisa-participante que fundamentou vários artigos do livro.

O livro é formado por diversos artigos que buscam relatar a experiência do movimento de Promotoras Legais Populares pelo Brasil. A primeira seção concentra os relatos e análises das PLPs do Distrito federal e Entorno.  A segunda seção é formada por artigos de grupos de PLPs em outras regiões do Brasil. Nesta segunda seção, contamos com a participação especial de Maria Amélia Teles, uma das responsáveis por viabilizar a existência do Projeto há 25 anos.

O livro também contou com artigos de instituições e grupos parceiros das PLPs/DF, como o Fórum de Promotoras Legais Populares do Distrito Federal, o projeto Vez e Voz, e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Ficamos extremamente contentes com a finalização do livro e esperamos que os relatos consolidados no livro possam inspirar a criação de novos grupos de PLPs, para continuarmos ainda mais mulheres pelo Brasil.

Você pode ter acesso à versão digital do livro aqui!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

[16.11.2019] 27ª OFICINA DAS PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA





A oficina do dia 16 foi carregada por inspiração e por sabermos que não estamos sozinhas no mundo lá fora, que são as mulheres que levantam as mulheres e que estaremos juntas, nunca silenciadas.
Dessa forma, foi uma oficina de descobertas e de pertencimento, pertencimento no sentido de se encontrar, de saber por onde seguir quando isso "acabar".
Essa oficina foi regada com aquele gostinho de estar acabando e de dever quase cumprido, falta a nossa ação social e a nossa sonhada colação, momentos esses que ficarão guardados para sempre em nossa memória afetiva, por isso dedicamos o primeiro tempo para ajustar alguns pontos que tinham ficado em aberto.
Lembro-me de falar no primeiro dia de curso que esse seria o meu melhor presente e de fato não estava nem um pouco errada, foi um ciclo de aprendizagens, dores, curas, choros tanto de risos quanto de alívio por sabermos que não estamos sozinhas e que tem muita mina foda engajada que está na luta.
E por falar de mina foda, teve muito projeto maravilhoso que fez com que meu coração ficasse quentinho, sobretudo os projetos das nossas manas Dona Fátima, Luz e da Larissa que são nossas cursistas e que nos enchem demais de orgulho e admiração.
Bom, fomos apresentadas também a Roda das Minas, Maré, Vez e Voz, as nossas parceiras de NPJ do curso da Lei Maria da Penha e ao Não é Não, fazendo assim que a gente continue engajada e ainda mais inspirada a seguir novos ventos ou voltar pra "casa" (PLP'S).
Com carinho,
Miss abraço 


Relatoria da cursista Camila Souza


[09.11.2019] 26ª OFICINA DAS PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA







No dia 26.10.2019, o 25º encontro das PLPs, a turma resolveu questões referentes à Ação e à Fomartura.


No sábado 09.11, foi a Oficina sobre Economia Solidária: 

A proposta é fortalecer e encorajar mulheres sem oportunidade no mercado de trabalho, na sua grande maioria, sujeitas unicamente as tarefas rotineiras do lar no cuidado da família dos filhos e marido, na ocasião da oficina dia 09/11, ouvimos as impressões das mulheres, Cleia e Célia, com relatos de falta de política de ação afirmativa em áreas de suas vidas, no tocante ao meio ambiente, inclusão social e  emprego.

Economia solidária, não é só renda, é um grupo
de convivência, que se une para desenvolver um patamar de igualdade, onde é observado características de aptidão individual com troca de idéias, para que mutuamente, coletivamente se fortaleçam com o propósito de serem mulheres empreendedoras, sabendo que podem contar umas com as outras nas suas iniciativas sempre que precisarem de ajuda.

Não existe empoderamento feminino sem equilíbrio emocional e financeiro.

Relatoria da facilitadora Ivaneide

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

[19.10.2019] 24ª OFICINA DAS PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA




No dia 12.10.2019 – 23ª Oficina -  a presença no encontro das Promotoras Legais Populares foi facultativa devido ao feriado nesta data; e usamos este momento para começarmos a decidir questões importantes para a formatura da nossa turma.
No nosso 24º encontro – dia 19.10.2019 – também usamos metade da Oficina para decidirmos questões relativas à formatura. E no primeiro momento debatemos sobre diversidade religiosa, bem como sobre o preconceito que as religiões de matriz africana sofrem no Brasil. As religiões cristãs - embora criticadas em alguns momentos por diversos motivos - não são sofrem o preconceito e nem são submetidas às violências sofridas pelas religiões de matriz africana; como colocar fogo nos templos dessas religiões, invadir seus espaços sagrados e depredar tudo, ou mesmo agredir fisicamente pessoas com o vestuário típico[1].
Hoje mesmo o Correio Braziliense divulgou que no DF, religiões de matriz africana são alvo de 59% dos crimes de intolerância.[2] E em 2018, o número de ataques registrados à essas religiões foi 47% maior do que em 2017.
Isso se dá pelo racismo estrutural do país. E, embora o Brasil sempre tenha sido uma sociedade extremamente violenta e preconceituosa, parece que muitas pessoas perderam o mínimo de vergonha que tinham em defender abertamente discursos de ódio (e mesmo de serem agressivas). Esses discursos parecem estar até institucionalizados pelo alto escalão no Executivo, Legislativo e mesmo do Judiciário, uma vez que vemos juízes e promotores publicando em redes sociais esses conteúdos.
Dividimos a turma de acordo com as religiões das mulheres. Um grupo ficou com as cursistas católicas e as evangélicas, outro grupo com as espíritas, um grupo com as mulheres adeptas das religiões de matriz africana e outro grupo com as mulheres que não seguem nenhuma religião.
Cada grupo debateu, e ao final, a proposta foi realizar um teatro imagem, com uma imagem que representasse melhor a crença daquele grupo. Esta atividade foi proposta pensando em que fosse possível visualizar tanto características que unissem todos os grupos, quanto as peculiaridades de cada um.


Após a apresentação de cada grupo, iniciamos um debate onde algumas cursistas salientaram o perigo do fundamentalismo em que vivemos, onde Estado e religião têm se misturado de forma violenta e mesmo ilegal - uma vez que a Constituição Estabelece que o Brasil é laico - com discursos que negam direitos e pregam mesmo uma perseguição a determinados grupos sociais. E como estes grupos fundamentalistas têm aparelhado o Estado brasileiro.
Também falamos sobre nossas crenças, sobre não defender uma religião, mas acreditar na energia, numa energia extrafísica que diferentes povos ao redor do mundo, ao longo da humanidade explicaram de diferentes maneiras. E lembramos sobre os grupos das Igrejas que são progressistas e fazem trabalhos notáveis, como por exemplo a Teologia da Libertação e As Católicas pelo Direito de Decidir.


Relatoria da facilitadora Maria Laura