quarta-feira, 23 de maio de 2018

[05/05/2018] 3ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES- CEILÂNDIA


RELATORIA - Oficina 05/05/2018 - Ceilândia


3ª oficina das PLPs Ceilândia
Relatoras: Laerzi Inês e Ana Letícia
Data: 05/05/2018
Local: Núcleo de Prática jurídica da UnB- Ceilândia Norte
Oficina: Feminismos
Oficineira: Não teve oficineira - as PLPs facilitadoras desenvolveram a oficina

As perguntas foram:
1) feminismo é sobre odiar homens
2) feminista é aquela que quer ser melhor que homem
3) feminista é sapatão
4) feminista não se depila
5) feminismo é só de esquerda
6) feminismo é coisa de mulher branca
7) feminismo é coisa de mulher estudada
8) feminismo é coisa de mulher que não tem o que fazer
9) feminismo é coisa de mulher mal-amada
10) feminista é abortista
11) feminista é promíscua
12) o feminismo muda a vida da mulher da periferia
13)feministas são empáticas

Roteiro da Oficina - Aquecimento - Carolina: todas em roda, foi colocada música e as mulheres dançaram para aquecer

 - Dinâmica 1 - Ana Letícia: foram feitas 13 afirmações direcionadas sobre o que é feminismo onde as mulheres se posicionavam de cada lado da sala de acordo com as respostas do SIM ou NÃO. Depois das perguntas, foi aberto o debate na roda geral.

Intervalo para o lanche e informes

- Dinâmica 2 - Ingrid: Divisão em 6 grupos, cada um leu a biografia de uma mulher diferente e discutiu, depois voltamos para a roda grande e cada grupo contou resumo da história que leram e comentou sobre o que lhes chamou mais atenção.

- Dinâmica de fechamento - Carolina: em roda de mãos dadas, cada mulher cita o nome de uma mulher importante na sua vida.
Principais questões levantadas
vários tipos de feminismo
a diferença do feminismo negro e do feminismo branco
a questão das empregadas domésticas a transição capilar padrões de beleza

Resumo da discussão

No primeiro momento após ser desenvolvida a dinâmica das perguntas sobre o feminismo, discutiu-se sobre as ondas do feminismo, quem ele atinge e o que o feminismo incomoda. Foi discutido principalmente sobre o feminismo de mulheres brancas e o feminismo negro, como as pautas e as lutas são muito diferentes e como a mulher negra sofre dupla opressão.

Foi levantada também a questão das empregadas domésticas, discutiu-se sobre a exploração da mulher por outras mulheres e como muitas vezes mulheres (feministas inclusas) não são empáticas umas com as outras. Também foi discutido sobre padrões de beleza e o “autocuidado” da mulher ser muitas vezes focado em agradar o homem/a sociedade, além dos esteriótipos de feminilidade.

Larezi relatou sua identificação com o feminismo, sendo como uma atitude de ideais por direitos iguais de gênero, diferenciando o que entende por feminismo e femismo. 

No intervalo para o lanche Laerzi deu informes sobre a ação que o Fórum de plps participou no dia 1º/05 e Sheila deu aviso de que reservaremos 10 minutos da oficina para as cursistas apresentarem algo que elas achem que possa contribuir (ex.: um texto, uma música, um poema) e para que acompanhem a página do blog.

Na segunda dinâmica, expôs-se a história das mulheres e se comentou sobre esteriótipos e sobre o desconhecimento sobre a história de algumas feministas lidas. Novamente foi levantada a questão do racismo e discutiu-se mais a fundo a questão da transição capilar de mulheres negras que alisavam o cabelo e depois passaram a usá-lo natural.








[14/04/2018] 2ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES- CEILÂNDIA



RELATORIA Dia 14/04/2018 - PLPs Ceilândia

1) Dinâmica de aquecimento:
Iniciou-se a oficina com uma dinâmica de aquecimento, em duplas as mulheres deveriam guiar umas às outras com a palma da mão andando pela sala, podendo também abaixar ou levantar mais, a Carol explicou a dinâmica e coordenou o grupo a andar mais rápido ou devagar e trocar a pessoa da dupla que estava guiando.

2) Dinâmica sobre educação popular:
Divisão em 6 grupos menores para conversarem sobre educação formal, informal /educação popular. Cada grupo recebeu e leu o texto "pedagogia da esperança" de Paulo Freire. Após a leitura, as mulheres falaram de suas experiências de educação nas escolas e discutiram as reflexões trazidas pelo texto sobre o conhecimento acadêmico e o popular.
Baseado na discussão, cada grupo produziu duas cenas de teatro-imagem, voltamos ao grupo geral e cada um dos 6 grupos mostrou suas imagens, tiramos fotos de cada uma e cada grupo explicou suas cenas. As imagens foram bem parecidas: para a educação formal foi feita em geral a escola, pessoas enfileiradas e alguém na frente mandando em todas, já para a educação popular foram feitas rodas. Após as imagens, houve discussão sobre a importância da educação crítica e o sucateamento da educação pelo Estado despolitizando as pessoas, contexto atual de fim das políticas sociais e ainda do nosso papel de atoras políticas de modificação da realidade. 

3) Intervalo: lanche
Após a discussão, fomos para o lanche. Foi lembrado e sugerido que quem quiser pode trazer seu copo. Além disso, as novas participantes (que não participaram da oficina passada), preencheram a ficha de inscrição. 
Ao final do intervalo, foram distribuídos e preenchidos os crachás.  

4) Dinâmica do pacto de convivência:
Divisão em 6 grupos menores novamente, cada grupo deveria discutir sobre as expectativas para o curso, receberam uma folha de papel na qual escreveram “o que queremos” e “o que não queremos” no curso. 
Após a discussão nos grupos pequenos, abrimos para o grupo grande e foi escrito num cartaz as palavras sugeridas por cada grupo.

5) Dinâmica de fechamento:
Primeiro, foi perguntado sobre o próximo sábado (21/04) que é feriado, ficou combinado que não haverá oficina.
A Sheila agradeceu a presença de todas, desejou uma boa semana e demos um abraço coletivo.  

Relatado por Laerzi e Ana Letícia

terça-feira, 8 de maio de 2018

[14/04/2018] 2ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES- SÃO SEBASTIÃO



RELATORIA Dia 14/04/2018 - PLPs São Sebastião


2ª oficina- PLPs São Sebastião


- Compareceram algumas mulheres novas, que não tinham ido na primeira reunião. Total de
37 presentes.
- início com a dinâmica do bis
- em grupos pequenos nos apresentamos, depois juntamos na roda grande e uma pessoa de cada grupo contou o que aprendeu sobre as demais.
- as facilitadoras apresentaram histórias de grandes mulheres na história (artes, política, inovação, literatura, esportes, etc)
- dessas histórias seguiu-se um debate sobre temas enfrentados pelas mulheres, em especial em torno de maternidade, trabalho e estado civil.
- Ficou decidido que a cada nova reunião uma cursista vai apresentar a história de uma mulher, e uma cursista se voluntariou para a próxima.

Relatado por Ágata







sábado, 5 de maio de 2018

II CURSO DE PROMOTORAS LEGAIS POPULARES DE SÃO SEBASTIÃO

Ano Passado tivemos o 1° Curso de Promotoras Legais Populares em São Sebastião. O Curso foi tão bom que esse ano não poderíamos deixar de continuar. No dia 07/04/2018 foi o primeiro encontro, do II Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião no Colégio CEM 01 (Centrão)


II CURSO PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO

E para saber o que aconteceu na primeira oficina, segue abaixo o relato:

07/04/2018 

A oficina ocorreu nas seguintes etapas:
1- Apresentações: Dinâmica- falar 5 características pessoais; o que esperam do curso e como conheceram o curso.
Compareceram técnica de enfermagem; pessoas da área da saúde, estudantes; artistas, costureiras, representante da promotoria de São Sebastião- Kátia; Gabriela da coordenação de direitos humanos, Promotora Laís; sindicato das trabalhadoras domésticas da Bahia; FENATRAD; militante do PT, Casa Frida; Professoras, jornalistas; advogadas, donas de casa.
2-  Lanche Coletivo
3- História das PLPs
A professora Bistra Stefanova apresentou as PLPs como um projeto que antes tinha parcerias com ONGs e depois investiram no projeto sozinhas, amparadas pelo programa de extensão da UNB e do Ministério Público do DF. O projeto foi ampliado contando com a participação da comunidade que nunca abandonou o projeto. Posteriormente a Fio Cruz entrou como parceira. Informou que no ano passado as PLPs tiveram um prêmio de Educação Formal em direitos humanos, e  que a coordenadora do prêmio, ficou impressionada pelo tempo de duração do curso das promotoras legais populares.
4- Como funciona o curso- Heloisa Adegas apresentou
O Trabalho tem como metodologia a educação popular, e horizontalidade de troca de saberes e conhecimento. Com temas principais e também com as demandas de temas que aparecerem no decorrer do curso. As facilitadoras que organizam as oficinas, planejam as dinâmicas e podem trazer colaboradoras para preencher as oficinas. A ideia é se sentir mais preparada para encarar as realidades. Disse: “Acreditamos que a união e troca entre as mulheres nos fortalece. ” Discorreu sobre como funciona a organização do curso, a duração, a ação concreta, e a formatura. Direito achado na Rua- não é um direito institucional, é um direito feito pelas próprias pessoas.
Passou também os Informes: sobre a importância da Relatoria de cada oficina, ajuda de transporte, lanche, cada participante trazer uma outra mulher para participar.
5- Fala das Parceiras
Ministério Público – Representante do MP, Laís
Trabalhou no núcleo de 2006 e 2010 com as PLPs. Observou que as PLPs passaram por algumas mudanças, e percebeu que as formadas continuam no projeto. Compartilhou sua experiência pessoal com o projeto e como delegada de polícia da delegacia da mulher, onde teve o primeiro contato com as questões das mulheres, observando-se de um lado como cidadã e por outro como figura de autoridade, dessa forma se sentia levada pelo sistema. Quando foi ao MP entrou para área criminal e quando em 2006 entrou para o núcleo de gênero, teve a oportunidade de contato com as PLPs e percebendo que a formação das estudantes de direito seria de uma experiência muito diferente da dela. Depois foi trabalhar em Planaltina com violência de gênero e encontrou empecilhos de aplicar a Lei Maria da Penha, dando uma sensação de impotência. AS PLPs a fizeram enxergar que em cada área da vida e qualquer lugar que ocupe na sociedade, traz uma visão diferente de si mesma na sociedade. E a fez desenvolver um trabalho diferenciado pelo contato que teve com as PLPs.
Casa Frida- Helen Cristian
Apresentou a casa como um referencial feminista da cidade de São Sebastião. A Casa acolhe mulheres em situação de violência. Via uma dificuldade de trazer as mulheres da cidade para desenvolver os projetos em parceria com as PLPs. Pensar junto como pode ser a atuação na cidade. Apresenta a cidade como em estado de vulnerabilidade financeira que atinge as mulheres mães e negras. E as crianças sem escola. 
Apresentou como funciona a Casa-  que trabalha em 3 vertentes: mobilização social; cuidado e auto-cuidado entre mulheres e difusão da arte e cultura feminista com várias atividades. E não possui financiamento financeiro, busca outros meios de manutenção. Convida as mulheres para colaborarem com a casa. E propõe apoio as mulheres que queiram apresentar e ou desenvolver seus trabalhos na Casa.  Se insere no fórum social de São Sebastião, no Conselho de juventude. Apresenta as Casas que acreditam nos direitos humanos e sociais.
Mari- Professora do CEM 01
A professora começou sua fala com a frase: “A construção da sociedade faz parte da comunidade escolar”.  Relatou que o curso tem a ver com a cidade de São Sebastião, pois agrega sonhos e lutas e que a cidade, apesar de ter uma realidade de estigmas raciais de classe e gênero é ao mesmo tempo formada por uma juventude potente que se recria pela poesia, trazendo outras perspectivas para os jovens e professores. Falou que nos primeiros anos em São Sebastião não percebeu a potência da cidade, mas em contato com os jovens começou a entender a sua própria experiência como PLP e professora da rede. Então começou o sonho de levar as PLPs para São Sebastião, junto com as outras organizações e pessoas.  Percebeu que esse poder que move o curso traz respaldo para transformar as coisas. E em contato com as cursistas do 1° curso em São Sebastião percebeu a potência do curso e de como ele pode crescer na cidade.
Creuza Oliveira- FENATRAD
Creuza foi trabalhadora doméstica e estudava no período da noite, alegou que as trabalhadoras domésticas sentem vergonha de falar de sua profissão, mas que no colégio onde estudava, havia um de atendimento que começou a fazer um projeto com grupos de domésticas entre 1986 e 1990 e que isso culminou numa organização de trabalhadoras domésticas da Bahia. Falou da história de Laudelina, que através da Rádio começou a movimentar o desenvolvimento rumo a associação das trabalhadoras domésticas e que hoje trouxe conquistas de direitos para essa categoria. Afirmou que o trabalho doméstico tem recorte de gênero, raça e classe. E que encontra dificuldade de convidar as trabalhadoras para participarem dos sindicatos e das organizações em prol dos direitos das trabalhadoras domésticas, por estarem em âmbito privado e não conhecerem seus direitos. Disse que a luta é pela valorização das trabalhadoras domésticas, de empoderamento e autoestima, para que elas estudem e possam ter outras perspectivas e escolhas. Relatou que as Associações encontravam muita dificuldade financeira de organização, contando com parcerias não estatais. E hoje existe o escritório sede da FENATRAD, que passou a existir em Brasília com um espaço físico próprio para que a federação tenha um local central. Localizado no mesmo espaço do CFEMEA. E por fim denunciou as precarizações dos trabalhos domésticos, das violências que as trabalhadoras sofrem e da falta de informação. Falou do aplicativo Laudelina, que é um aplicativo que ganhou o prêmio google de impacto social. Ele funciona como um histórico de todos os direitos das trabalhadoras doméstica.
6 – Falas finais
Izabel- PLP São Sebastião
Falou de sua trajetória como trabalhadora doméstica. Quando ficou sabendo da possibilidade de trazer o curso PLPs para empregadas domésticas, se sentiu tocada para ser facilitadora dessa turma. Propôs a abertura do curso também em São Sebastião. Apela pela busca do fortalecimento do sindicato das trabalhadoras aqui no DF.
Heloisa Adegas- PLP Formada
Explicou sobre o Fórum de PLPs onde tem uma atuação mais política em frente as demandas das mulheres.
7- Fechamento
Cleani Calazans propôs uma Dinâmicas de roda que trouxe a importância da construção de redes e afetos entre as mulheres para uma mudança efetiva na sociedade. Desejou boas vindas as novas cursistas. 

Relatado por Cleani Calazans

1° encontro do Curso de Promotoras Legais Populares de São Sebastião- Presença do Ministério Público do DF, FENATRAD, Professora Mari do CEM 01, prof. Bistra Stefanova- Unb