Assunto : Racismo
O que aconteceu no sábado foi : fizemos a atividade da caminhada do privilégio. As pessoas se colocam em uma fileira e dão um passo pra frente ou pra trás a depender das instruções da guia. Duas promotoras da Ceilândia vieram para nos ajudar nessa dinâmica. Elas diziam frases a respeito de situações cotidianas e da vida, sobre oportunidades, acessos, direitos que tem impacto diferentes em mulheres e homens, pessoas negras e brancas, pessoas com mais ou menos condições econômicas.
Ao final, nos encontramos dispostas em diferentes pontos da quadra, tendo caminhado mais as pessoas com mais acesso a direitos e ficado para trás pessoas com menos acesso a direitos. É uma situação muito triste.
Conversamos sobre como muitas pessoas morrem por serem negra. Colegas compartilharam histórias que elas vivenciaram ao trabalhar para pessoas ricas, em espaços públicos, em restaurantes e sobre a fúria em não saber ou não ter o que fazer naquelas situações. Ao final da dinâmicas apontamos como muitas coisas são privilégios dos brancos.
Ao fim da oficina nos despedimos de uma promotora que voltou para Bahia! Desejamos tudo de bom pra ti!
sábado, 16 de setembro de 2017
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
[17º Encontro da Turma de Promotoras Legais Populares da Ceilândia. Tema do Dia: Direito de Família + Mulher Como Chefe de Família.]
[02/09/2017]
Fizemos uma dinâmica em que cada uma falava uma palavra que vinha na mente quando pensamos no termo "chefe de família". Tiveram palavras otimistas e negativas em relação a esse termo, muitas mulheres se posicionaram dizendo que ao pensar em " chefe" não associam necessariamente a homens, pelo contrário, muitas pensam nas suas mãe que, geralmente, é quem conduz toda a dinâmica familiar. Essas mulheres enfatizaram o cuidado, não fizeram uma associação direta com o autoritarismo, colocaram o lado de que o "chefe" seria algo relacionado a guiar a família, trazer equilíbrio.
Por outro lado, algumas mulheres relataram ter um posicionamento bem negativo em relação à esse termo. Um lado que tem como objetivo o autoritarismo, o uso do poder financeiro para mandar dentro de casa. Usaram as palavras "medo", "dinheiro", "autoritarismo". Várias mulheres relataram experiências bem pessoais sobre a questão de ter pais autoritários e, na maioria dos relatos, vinham carregado de uso do poder junto com a violência, tanta física quanto psicológica. Durante a discussão as facilitadoras nos pediram para pensarmos sobre a ligação desse tema "chefe de família" e o direito.
Depois do intervalo, na segunda parte, fomos divididas em grupos e foi nos dado uma cartolina para colocarmos o que a gente achava sobre cada um daqueles temas. Primeiro veio tema " Família", as palavras colocadas foram: amor/ diversidade ( incluindo os animais como membros da família), bem-estar, respeito, vínculos. O segundo tema foi " filhos e filhas", o interessante desse grupo é pq tinham mulheres que já eram mães e outras que não eram mãe e passaram a visão das filhas. Havia uma diferença significativa de idade entre elas e pode ter uma troca super rica de visões, foi dito muito sobre diálogo entre pais e filhas que muitas vezes é falho.
Outro assunto foi o "Divórcio", foi colocado em questão a vulnerabilidade feminina, a questão do direito e que antigamente era muito mais estigmatizado do que hoje em dia, de que o divórcio em relação ao casal e não aos filhos. Outro tópico foi o casamento, e foi dito muito sobre o que é esperado (casamento no religioso, hétero, ter filhos e não se divorciar) e o que não é esperado.
O último tópico foi sobre o direito do afeto, foi dito que de acordo com o direito ninguém pode ser obrigado a dar afeto, a obrigação envolve o cuidado com aquele que você é responsável, mas o afeto não. Foi dito o quanto é importante o afeto, que possui uma função pedagógica, amor é fundamental para se constituir um ser em equilíbrio.
Larissa Santos
Larissa Santos
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
[16° Encontro da Turma de Promotoras Legais Populares da Ceilândia. Tema do dia: Saúde]
[26/08/2017]
Começamos nosso encontro com muitas cores naquele sábado. É sempre bom poder voltar a ser criança e nos encantar com as coisas que parecem tão banais e não magníficas ao contrário do que costumavam ser a um tempo nosso cotidiano. Assim foi a dinâmica de aquecimento, com balões, música e gostinho de infância, tempo passado tão rápido.
O pedaço da vida em que o tempo parecia se estender na infinitude de brincadeiras, onde a vida tinha a leveza do arremesso de balões, pode ser relembrado. Ao olhar para aqueles balões era como se só a brincadeira importasse, todo o mundo envolta desaparecesse. O gostinho bom de ter de volta mundos só nossos, o gosto das brincadeiras, o gosto de transcender nossa imaginação em um contato conosco e com o experimentar do mundo.
Depois dessa experiência gostosa, foi aberta uma roda para que pudéssemos debater temas relativos à saúde, cada uma pode se referir, conforme experiências próprias, o que entendia pela saúde quando direcionada às mulheres, assim foram destacados aspectos relacionados a ginecologia, a alimentação e a prática de esportes, também se destacando os três aspectos primordiais ao bem estar de cada um, sendo eles o bem estar físico, psíquico e espiritual. Tema bastante importante foi levantado, sendo esse o da invisibilidade de mulheres lésbicas no que se refere a saúde sexual e a prevenção as quais não tem um atendimento adequado às suas realidades na ginecologia.Com o fim de contribuir para o nosso debate tivemos a presença da fisioterapeuta, especialista em temas ligados ao sono. Algumas cursistas tiveram uma contribuição brilhante ao trazerem para o debate recortes muito importantes ao se pensar a saúde de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômicas, para as quais devem ser propostas políticas públicas que realmente atendam as suas reais necessidades, levantando a extrema importância de uma visão mais sensível, compatível com a alteridade. Assim ficou ainda mais evidente e fortalecida a visão de como é importante se ouvir e conhecer a realidade das comunidades para que sejam feitas intervenções mais fecundas e políticas públicas de melhor qualidade.
Depois de travadas essas discussões tivemos nosso maravilhoso lanche e o bolo de cenoura da mãe da Ingrid que ela levou os créditos estava maravilhoso kkkk. Após o nosso lanche coletivo, a nossa convidada, nos apresentou algumas informações importantes relativos ao sono. As cursistas novamente contribuíram brilhantemente com perguntas realmente pertinentes.
Por fim, tivemos um encerramento muito legal, no qual aprendemos com a convidada algumas técnicas de massagem e fizemos massagens umas nas outras. Já estou com saudades das meninas, aguardando ansiosamente o próximo sábado. Beijo a todas e continuem acompanhando as nossas próximas oficinas, vem muita coisa boa por aí… Muita paz e luz a todas.
Whitney
terça-feira, 5 de setembro de 2017
12/08/2017 Encontro Promotoras Legais Populares de São Sebastião
No dia 12/08/2017 teve mais um encontro de PLP's em que o tema tratado foi sobre violência doméstica. Houveram vários relatos de várias mulheres presentes, sendo que de inicio escutamos as quatro músicas a seguir :
Elza Soares:
Aborigene:
Alcione:
Atitude Feminina:
Trabalhamos a questão de ouvir, refletir e conversar e sobre o quão importante é ser empática, principalmente em situações como essas que são muito deliciada. Logo após a atividade de escutas as músicas, mulheres relataram situações vividas por elas e em resumo sobre mulheres se submeterem a relações abusivas e o quanto que nós somos ensinadas desde cedo a perdoar, mas nunca a como perceber e resolver. concluindo, as mulheres são educadas a servirem e claro, perdoarem em qualquer situação. A inferiorização da mulher é algo notório e deve ser debatido e resolvido. Após o lanche, houve a dinâmica sobre a Lei Maria da Penha que teve uma atividade na qual devia-se posicionar de acordo com sua escolha: concordo, discordo e depende. Após, foi discutido sobre o que consta na lei no 11.320/2006 (Lei Maria da Penha), tendo ênfase a principio no capitulo 2, artigo 7 e cartilhas foram distribuídas entre as manas... e ao podemos deixar de falar sobre o quanto o curso é proveitoso e repleto de muita aprendizagem e troca de experiências
Relato escrito pelas cursistas Paula e Fernanda <3
Elza Soares:
Aborigene:
Alcione:
Atitude Feminina:
Trabalhamos a questão de ouvir, refletir e conversar e sobre o quão importante é ser empática, principalmente em situações como essas que são muito deliciada. Logo após a atividade de escutas as músicas, mulheres relataram situações vividas por elas e em resumo sobre mulheres se submeterem a relações abusivas e o quanto que nós somos ensinadas desde cedo a perdoar, mas nunca a como perceber e resolver. concluindo, as mulheres são educadas a servirem e claro, perdoarem em qualquer situação. A inferiorização da mulher é algo notório e deve ser debatido e resolvido. Após o lanche, houve a dinâmica sobre a Lei Maria da Penha que teve uma atividade na qual devia-se posicionar de acordo com sua escolha: concordo, discordo e depende. Após, foi discutido sobre o que consta na lei no 11.320/2006 (Lei Maria da Penha), tendo ênfase a principio no capitulo 2, artigo 7 e cartilhas foram distribuídas entre as manas... e ao podemos deixar de falar sobre o quanto o curso é proveitoso e repleto de muita aprendizagem e troca de experiências
Relato escrito pelas cursistas Paula e Fernanda <3
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