quarta-feira, 14 de junho de 2017

[7º Encontro da Turma de Promotoras Legais Populares da Ceilândia. Tema do dia: Sexualidade e Mulheres não heterossexuais]


 O encontro do dia 3 de junho promoveu debates importantes e até mesmo emocionantes, confira tudo na relatoria desta oficina escrita pela Carol Mesquita e pela Rayna Mendes.

[03/06/17]

A oficina teve início com a dinâmica proposta pela facilitadora Ingridi na qual as mulheres tinham que formar duplas e ir alternando a contagem entre si dos números 1,2 e 3.
No primeiro momento foi fácil, mas depois a forma de falar os números foi substituída por gestos. O 1 passou a ser uma palma, o 2 um tapa na barriga e o 3 uma reboladinha. O objetivo da dinâmica foi descontrair as participantes e promover uma interação entre elas logo cedo.
Em seguida, a facilitadora Najara apresentou o tema a ser discutido: Sexualidade.
Ela separou a turma em quatro grupos e dividiu o tema entre sexualidade na infância, na adolescência, na idade adulta e na terceira idade. Os grupos ficaram responsáveis por debater, conversar e expor em uma cartolina palavras, frases ou desenhos a respeito da sexualidade em diferentes etapas da vida.
Após o tempo de debate interno, a troca de experiências e vivências, uma participante do grupo ficou responsável por contar ao resto da turma um pouco do que foi conversado e mostrar como a sexualidade aparece e se manifesta nas etapas da vida.
No grupo da infância foi ressaltada a (hiper) sexualização desde cedo do corpo feminino, a falta de comunicação e abordagem do assunto na família e nas escolas, o que provoca uma carência de orientação. Também foram apresentadas as contradições entre permissão masculina e repressão feminina.
No grupo da adolescência, também foi enfatizada a falta de comunicação que vem desde a infância. Além disso foi tratado o assunto das alterações hormonais e da descoberta do próprio corpo.
No espaço da idade adulta foi posta a contradição entre liberdade individual e pressão social. A sexualidade torna-se algo mais frequente na vida da mulher, porém ao mesmo tempo é algo que é velado na sociedade.
Por fim, foi apresentada a sexualidade na 3ª idade, que para a sociedade não é algo comum, entretando as mulheres ainda sim buscam prazer e ainda são livres para desenvolver sua vaidade e libido.
Depois a roda de conversa grande foi aberta e enriquecida com trocas de vivências e opiniões e concluiu-se que a sexualidade ainda é um tabu e que precisa ser discutida desde cedo.

Após o lanche, fizemos a dinâmica dos privilégios. Começou com o comando: quem se identificasse com a situação descrita, que desse um passo à direita e quem não, ficasse parado. Essas primeiras eram situações de privilégios como ser uma mulher branca, com orientação heterossexual, vindas de famílias desconstruídas ou não etc. e depois as descrições mudaram para o que caracteriza a minoria da sociedade, como o contrário dos exemplos anteriores, mas agora deveriam andar para a esquerda. Quando a Carol finalizou todas as frases, nos entreolhamos pela sala e por fim podemos perceber e reconhecer os privilégios, o que é muito importante para conseguirmos lidar com as diferenças de forma saudável.
Em seguida, entramos no assunto da luta LGBT. Carol Freire nos mostrou vídeos produzidos pela ONU contendo relatos tristes e falas comoventes de pessoas que fazem parte dessa realidade. Abrindo a discussão na grande roda, percebemos que, naquele momento, mais que em todos os outros, foi despertada muita empatia, pois os vídeos mostraram o preconceito sofrido por essas pessoas, apenas por terem uma orientação diferente da normativa. Todos amamos, sentimos dores, enfrentamos problemas e, por isso, não há porque haver discriminação alguma. Discutimos bastante acerca desse problema e sobre como devemos amar nossos filhos e filhas independentemente das relações que tiverem, pois a repressão pode gerar a depressão e ainda contribuir para o aumento do preconceito na sociedade, enquanto muitos lutam para extinguir!
No encerramento, Laerzi nos guiou com uma música que pedia rimas espontâneas. Cantamos, rimamos e assim encerramos mais uma oficina maravilhosa é muito impactante.

7º encontro das Promotoras Legais Populares de Ceilândia.



Quer saber mais? Se liga aí!


  1. Vídeos da Campanha das Nações Unidas pela igualdade de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersex (LGBTI) “Nosso presente é o amor.” Link: https://nacoesunidas.org/campanha-da-onu-lanca-apelo-as-familias-de-pessoas-lgbti/


Veja também a relatoria do nosso 6o encontro.

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