quinta-feira, 20 de setembro de 2018

[07/07/2018] 11ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA

Relatoria Oficina 07/07/2018 - Ceilândia

Dia 07/07/2017 debatemos sobre maternidade. 
Foi convidada para conduzir o debate a Elaine, uma maravilhosa doula, que nos ensinou como o modo de nascer no Brasil é majoritariamente violento, como nossos direitos reprodutivos estão sendo violados e como a violência obstétrica é uma trágica realidade que ocorre por ser uma violência de gênero, ou seja uma contra as mulheres, por meio de um  sistema que se  apropria do corpo feminino e decide o seu destino violento. Um sistema que não pergunta, que decide e cala. 
É  uma violência silenciosa, pois se encontra em práticas sociais que contam com uma estrutura misógina tão forte que faz parecer que tudo que passamos é normal, que é assim que deve ser. Métodos não recomendados, sem embasamento científico algum e amplamente utilizados como protocolo médico, como o chamado "ponto do marido", além de humilhações de cunho sexual e misógino são apenas algumas dessas violências.
Apesar de tudo isto, concluímos que a melhor forma no combate à violência obstétrica são as redes de apoio de mulheres para que nos informemos e repassemos as informações, bem como encontremos profissionais que lutem pela causa feminista de diversas áreas, para que nossos direitos sejam garantidos. O apoio da rede é  de suma importância para nos fortalecermos diante de tamanha violência e nos mobilizarmos imediatamente toda vez que uma mulher sofrer violência obstétrica.

Relatado pela cursista Luaralica Gomes Souto Maior de Oliveira




Ao final da oficina cantamos parabéns para a Ana Letícia, cursista e facilitadora, que estava de aniversário no dia! 




[30/06/2018] 11ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO

Relatoria Oficina dia 30/06/2018 São Sebastião


11ª oficina PLPs São Sebastião
Oficina sobre Sagrado Feminino mediado por Íris




11ª  oficina PLPs São Sebastião

11ª  oficina PLPs São Sebastião

11ª  oficina PLPs São Sebastião

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

[30/06/2018] 10ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA


Relatoria Oficina 23/06/2018 - Ceilândia

O último encontro teve o intuito trazer à luz uma prática criminosa comum em nosso meio, mas que ao mesmo tempo não é de conhecimento de todos: o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, consumo de drogas, trabalho escravo e venda de órgãos.
Em 2003, no Protocolo de Palermo, a Organização das Nações Unidas define tráfico de pessoas como “o recrutamento, o transporte, a transparência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”. A maior parte do tráfico de pessoas tem como objetivo a exploração sexual, mas, como pode-se perceber pelo supracitado conceito, este crime considera fins de exploração no sentido amplo.
No primeiro momento houve uma palestra ministrada pela coordenadora do grupo VEZ e VOZ (Projeto nascido em Águas Lindas de Goiás idealizado e desenvolvido a partir da reunião de esforços de alunos e ex-alunos da UnB, do Fórum de PLPs, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e da Rede de Educação Cidadã no DF para capacitar jovens e prevenir o tráfico de pessoas.), Rosa Maria. De forma clara e bem objetiva ela dissertou a respeito dos objetivos do grupo e principalmente sobre Tráfico de mulheres; como se dá esse crime, quem são as maiores vítimas, e quais caminhos devemos tomar para evitar e também denunciar essa prática criminosa.
Em seguida, Laerzi, outra coordenadora do Projeto Vez e Voz organizou a dinâmica do “Concordou ou Discordo”, onde algumas frases eram apresentadas ao grupo de mulheres presentes e elas deveriam se movimentar na sala informando se concorda ou discorda da afirmação posicionando-se atrás da marcação no chão de “concordo” ou de “discordo”. As frases diziam respeito a situações reais que configurariam, ou não, o crime de tráfico humano.
Após isso, ocorreu uma roda de conversa, onde todas puderam expor seus pontos de vista, fazer questionamentos, tirar dúvidas. Foi um momento muito enriquecedor, de troca de conhecimentos e experiências. O Projeto Vez e Voz foi apresentado de forma mais orgânica e a importância de sua atuação ficou facilmente compreendida quando elucidado que o estado de Goiás ocupa a primeira posição do ranking nacional de tráfico de pessoas, segundo dados da Polícia Federal.
Por fim ocorreu uma dinâmica, onde uma pessoa foi colocada vendada no meio de um círculo formado pelas outras integrantes do encontro, que também estavam vendadas. A pessoa que estava no meio do círculo deveria tentar sair do círculo enquanto as pessoas, que o formavam, tinham que resistir às tentativas de fuga e cada vez mais ir reduzindo o espaço do centro. O intuito da dinâmica foi simular como se sente uma pessoa que foi traficada; no escuro, sozinha, lutando contra quem não pode ver e sendo cada vez mais oprimida e cansada pelo contexto geral que só vai contra ela. Foi um momento de fortes emoções.
Os aliciadores utilizam, principalmente, os sonhos dos garotos de serem jogadores de futebol, e das moças de serem modelos, para “coletar” as vítimas. Aproveitam da falta de instrução das pessoas para praticar o crime, é de suma importância conversarmos, sobretudo com as crianças, jovens e adolescentes, a respeito das características de convites e propostas suspeitas.
É preciso duvidar das propostas de emprego fáceis e lucrativas, a pessoa interessada numa proposta de emprego tem que ter o cuidado de buscar informações sobre a contratante e a atenção deve ser redobrada se essas propostas incluem viagens e deslocamentos, sejam eles nacionais ou internacionais. É importante ter cuidado com os documentos pessoais também, é sempre bom evitar que as cópias desses documentos fiquem distribuídas, mesmo entre os familiares. Em casos de viagens a trabalho, deixem o endereço, telefone e localização da cidade para onde está indo; por fim, é importante que pessoa que está seguindo viagem, nunca deixe de se comunicar com familiares e amigos.  
Concluindo, este foi um dia de muito aprendizado. Na forma de cidadãos conscientes do perigo constante, temos o dever - legal e moral - de orientar as pessoas sobre a existência deste crime silencioso e as formas de se proteger dele, pois a prevenção ainda é a sua melhor forma de combate.

Relatoras: Michele Ferreira de Jesus e Sabrina Beatriz Ribeiro
Oficineiras: Laerzi e Rosa Maria




segunda-feira, 17 de setembro de 2018

[23/06/2018] 10ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO


Relatoria Oficina dia 23/06/2018 São Sebastião

10ª oficina PLPs São Sebastião


Dia começou com um café da manhã bem reforçado,

A Agatha e a Rê estavam à frente da oficina, elas sugeriram para início um corredor onde uma a uma as participantes passavam e as que se mantinham de pé, faziam gesto como se fosse uma reverência (opcional), logo após uma roda, e também que aos poucos fossemos entrando em contato com nossa mulher e nosso lado animal, em uma roda de dança, duas a duas, íamos ao centro (aquelas que se sentissem a vontade, tinha uma música de capoeiras e foi sugerido que lutaremos contra nossos medos e que eles fossem refletidos na companheira de dança.
Logo depois, uma opção de dança livre que veio em seguida de outra dinâmica, agora sugerida pela Rê, dinâmica do toque das mãos! Ela deu espaço a um novo contato. Ao mesmo tempo, tocávamos as mãos umas das outras sem abusar ou forçar contato. De olhos fechados fomos aos poucos conhecendo as mãos e também mais uma parte da outra. Isso possibilitou um ato de afeto e conforto.
Tivemos um trabalho de corpo, onde fazíamos grupos de 4 ou 5 e uma de cada vez, fechava-se os olhos e éramos tocadas no corpo, com delicadeza e dentro da permissividade de cada uma. Achei esse trabalho incrível e no final ele foi muito elogiado. Nesse trabalho foi possível entrar contato com as travas e os limites que o corpo carrega.
Mais uma opção de dança livre, agora com seu passado, manifestando o que era possível naquele momento. Terminamos a dinâmica e fomos para roda de conversa, um bate bola onde algumas participantes manifestaram a insatisfação e o incômodo com a primeira dinâmica da roda de dança, ficou claro que muitas entenderam que o desafio não foi agradável e ficou confuso para algumas, inclusive do corredor das reverências. Algumas não se sentiram confortáveis relataram que parecia ainda reverência forçada, foi respeitado o direito de manifestação e também explicado o contexto. Houve elogios quanto as dinâmicas de toque e de dança. Nos despedimos.

Relatado por Lydiane  Lima



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

[23/06/2018] 9ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA


Relatoria Oficina 23/06/2018 - Ceilândia

O tema da oficina foi identidade de gênero, tivemos a presença da Maria Eduarda Krasny (Madu) que compartilhou conosco seu conhecimento e sua vivência como mulher trans. 

Para a dinâmica todas trouxeram um objeto que representa o universo feminino e um objeto que representa o universo masculino, a grande maioria dos objetos femininos se relacionavam a cuidado e beleza, enquanto os objetos masculinos se relacionavam a ferramentas e poder. Cada uma falou cobre os objetos que escolheu e discutimos na roda grande sobre os papeis de gênero impostos pela sociedade. Num segundo momento discutimos como romper com esses esteriótipo de gênero e o binarismo entre feminino e masculino. 





quinta-feira, 6 de setembro de 2018

[16/06/2018] 9ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES SÃO SEBASTIÃO


Relatoria Oficina dia 16/06/2018 São Sebastião

9ª oficina PLPs São Sebastião
A oficina foi sobre direito ao trabalho. A Raquel Bartholo foi a mediadora.

Discutimos o histórico do direito trabalhista na vida das mulheres brasileiras. Desigualdades de gênero, raça e etnia.

A turma foi dividida em grupos, no qual, cada grupo tinha um texto/notícia diferente sobre o tema. Após a discussão nos grupos, foi realizado debate acerca dos temas dos textos abordados em cada grupo e criado uma linha do tempo no chão, com o histórico das conquistas das mulheres no âmbito do trabalho.


Os principais temas foram:
1) diferenças salariais entre homens e mulheres nas várias faixas de formação profissional, (quanto mais formação técnica, pós-graduação e altos cargos de chefia, maiores das diferenças salariais)
2) direitos trabalhistas das mulheres indígenas.
3) direitos trabalhistas das domésticas
4) licença maternidade
5) divisão sexual do trabalho.

Relatada por Alane Andrelino Ribeiro


9ª oficina PLPs São Sebastião

9ª oficina PLPs São Sebastião

9ª oficina PLPs São Sebastião


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

[16/06/2018] 8ª OFICINA PROMOTORAS LEGAIS POPULARES CEILÂNDIA

Relatoria Oficina 16/06/2018 - Ceilândia

O tema da oficina foi orientação sexual e LGBTfobia, trocamos experiências e debatemos como a sociedade trata a questão.
A cursista Mari Duarte apresentou a música que fez sobre os nossos encontros 😍